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A banda “Digantes” do Digão dos Raimundos

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Os Raimundos começaram em Brasília em 1987. Formada por Digão na bateria, Canisso no baixo, Rodolfo na guitarra e Tite no vocal, o grupo fez o primeiro show durante o reveillon de 1988. Essa formação durou somente uma apresentação. A banda seguiu como um trio com Rodolfo no vocal. Após uma tentativa frustrada, a banda retornou em 1992 com Fred na bateria e Digão na guitarra. Logo depois eles gravaram o primeiro demo, que foi um sucesso e garantiu à banda participações em programas de televisão. Em 1994 lançaram o primeiro álbum, “Raimundos”, que trazia uma mistura de forró com hardcore. Foi quando ganharam as rádios com a música “Selim” e receberam disco de ouro. Com o segundo álbum “Lavou tá novo”, a banda estourou com a canção “Eu quero ver o oco”, considerada o hino do rock nacional dos anos 90. Um ano depois, a banda foi para os Estados Unidos e lançou o álbum mais pesado dos Raimundos, o “Lapadas do Povo”. Em 2001, Rodolfo saiu dos Raimundos. Alguns meses depois Canisso, Fred e Digão lançaram o álbum “Éramos Quatro”. Em 2003, Canisso saiu da banda e, logo depois, Digão. Digão volta a Brasília e forma uma nova banda: Os Digantes.

Digão: Cara, é a sensação de estar de volta pra casa. Brasília é minha casa. Eu amo estar aqui. Eu morei no Rio, morei em São Paulo, mas onde eu gosto de viver mesmo é Brasília, com certeza.

Rafael, percussão: Passei alguns anos fora aí com o “Alma D’Jem” fazendo turnês por todo o Brasil, São Paulo e foi uma experiência muito boa. Você aprende muito, adquire realmente muita bagagem, o que é importante para voltar pra cá e realizar nosso projeto. Poder movimentar a cena cultural de Brasília pra gente que ficou tanto tempo fora representando a cidade é importante.

Digão: Esse novo projeto é uma coisa que eu… sempre gostei de tocar viola… aliás a minha ascensão da bateria pra guitarra na época do Raimundos foi a viola. Comecei com essa brincadeira e tal. Aí conheci o Fábio, a gente pilhou de montar uma banda e tal, uma banda só pra brincar. Depois pintou o Rafinha. Pô, vamos juntar os três aqui e fazer um projetinho acústico, tocar num bar ali… Foi uma brincadeira que começou a dar certo. A coisa começou a pintar de um jeito… O povo está amarradão e a gente mais ainda. O povo está se divertindo e a gente tá feliz da vida. Volta e meia a gente tá acrescentando música nova, coisa nova.

Então a gente está sempre num processo evolutivo. Ensaiamos a música – às vezes não ensaia né? – e toca. Porque aqui, é na tora. Isso aqui é monstro, esse aqui é monstro. Tocam pra caramba e gostam pra caramba. A gente só toca o que a gente gosta. Não adianta vir pedir “ah, toca uma MPB, um não sei o quê”. Se eu gostar eu toco, eu toco até sertanejo, toco até Rapazola, porque eu acho engraçado. O que eu aprendi, se alguém me ensinou, eu gostei e tal eu acho maneiro. Mas realmente a gente só toca Chilli Peppers, Ramones, Sublime, uns Paralamas antigos, Plebe Rude, Natiruts e tal, e vamo. A gente ama música e a gente quer tá perto de quem gosta de música de verdade, que vai juntar com a gente, vai somar e a gente vai fazer aquele showzão bacana, nós aqui, os Digantes.

Dezembro de 2006