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A Caverna do Penhasco em Mambaí-GO parte 2

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Memórias do Brasil

Descrição:

Maurício: É um rio né, que cortou a pedra, caiu a cachoeira, cortou e até desviou. Antigamente o leito dele era diferente. Logicamente, com esses milhares de anos passando fez uma boca de uma caverna do lado, não é uma caverna muito extensa. Deve ter os seus cem, cento e pouquinhos metros. A gente normalmente atravessa e quando a pessoa se depara, ela vê uma cachoeira e ela não acredita porque já tem um poço, uma cachoeira e você tá dentro de um cânion. E aí quando você sai tem a possibilidade de olhar pra frente e já se deparar com um grande arco-iris que sempre tá lá. Tem os seus 25 metros de queda, né? Tipo um salto, não é uma cachoeira que vem batendo. Na verdade, quando cai de uma vez pra baixo a gente chama até de salto. Então esse salto que cai, a gente coloca um rapel na lateral dele onde pega um pouco d’água, dá uma emoção a mais pra pessoa e ela faz um rapel de uns 20 e poucos metros alucinante.

Com toda a segurança, todos os aparatos de equipamentos e técnicas, que é o mais importante na atividade. Contratar empresas, pessoas que realmente são capacitadas, e se você não tem esse know how inclusive de saber ou não se é capacitado, procure se informar porque é importante. E é maravilhoso! A gente faz esse rapel, se diverte, quem quer, toma um banho de rio. Em cima ainda tem uma parte que pega um sol muito legal. É incrível.

Eduardo Chauvet: Se você por acaso errar por algum motivo, seja ele físico ou emocional, a corda tá ali, não cai, no rapel a pessoa não cai. Por mais que você tenha medo de altura, de água, é muito seguro, né, Maurício?

Maurício: Exatamente. Eu costumo falar que é uma das atividades mais seguras que tem. Tem equipamentos que são certificados pela comunidade européia, pela União Internacional das Associações dos Alpinistas, aguenta mais de 1200kg. A gente tem uma tecnologia desenvolvida e aprimorada pra isso. Estou nas atividades verticais há mais de 15 anos. Estou inteiro e pus não sei quantas mil pessoas pra praticar. O negócio é segurança.

Eduardo: Sempre lá embaixo, na prática do rapel, tem alguém segurando uma corda. Aquela corda é tudo. Aquilo ali significa que tem uma pessoa segurando a sua cadeirinha?

Maurício: Exatamente. Uma pessoa fica abaixo da nossa segurança. Se por ventura, cair uma pedra ou a pessoa desmaiar, a pessoa que estiver em baixo, ela mesma desce a pessoa, ela está sempre segura, ela está presa na corda, não vai cair. Qualquer coisa também, nós podemos descê-la em qualquer situação. Aquela água caindo do seu lado parece que você está meio surfando. É uma integração mesmo. Até aqueles que às vezes não querem fazer, se animam e fazem.

Novembro de 2010