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A Core Energetics e as estratégias para derrubar a máscara e se libertar

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Nós vamos conversar agora com a Thais Queiroz que é terapeuta corporal e está aqui para apresentar pra gente a Core Energetics.

Thais: A Core vem do John Pierrakos, que é um grego que morou nos Estados Unidos e trabalhou com Reich. O Reich, um discípulo de Freud, criou a psicoterapia corporal quando ele começou a entender que depois de muito trabalho de terapia você sabe como a coisa funciona, você sabe qual a relação com a sua história de vida, com a sua infância, mas mesmo assim você não consegue mudar.

O Reich percebe que do trabalho dele com os clientes, à medida que eles iam expressando emoções, coisas aconteciam no corpo. Alguns lugares tensionavam, outros ficavam vermelhos, a respiração se acelerava, se aprofundava ou ficava muito lenta, quase inexistente. Ele começou a perceber essa relação do corpo com as emoções, com os pensamentos.

A gente às vezes fica cansado do nosso trabalho, a gente fica cansado da forma como a gente lida com as nossas relações amorosas, com a nossa família, mas às vezes isso está dentro da gente, não é o outro. Somos nós mesmos que estamos descontentes com alguma coisa que está em nós.

E a partir daí surge toda uma pesquisa bastante extensa de como a energia do corpo flui, se organiza, se bloqueia e como pode liberar.

Então a Core Energetics é uma abordagem da consciência mas é uma abordagem também de como o corpo está. Como respirar, como o corpo é construído.

A Core Energetics tem uma proposta de olhar para a pessoa e começar a identificar quais são aquelas estratégias que ela usa na vida para evitar entrar em contato consigo mesma. Uma vez que ela percebe isso, que a gente chama de máscara, uma estrutura que ela vai usar na vida para se proteger (e ela começa a se sentir confiante para abrir mão dessa máscara) ela começa a entrar em contato com a natureza mais profunda dela, os sentimentos mais profundos… às vezes forças muito difíceis de olhar, raivosas, que dão medo. À medida que ela pode olhar pra isso e começa a trabalhar, não só em termos de entendimento e compreensão, mas no corpo, entender como no corpo dela ela está presa, está amarrada, está bloqueada e como a vida dela está presa, está bloqueada, está amarrada e como as coisas que ela quer mudar, quer transformar não fluem… ela começa a mover isso. Ela começa a entrar em contato com um manancial de vida e de energia que ela tem dentro dela, que vai mover toda a vida dela rumo à plenitude, à abundância, à alegria. Às vezes, a gente também tem medo dessa alegria, dessa abundância, de ser muito feliz. Sabe aquela coisa “tá bom demais, vai dar errado a qualquer momento”? Isso é uma crença muito profunda que a gente tem de que a gente não merece ser feliz.

Existe uma parte analítica. Realmente a gente senta, conversa. Mas a sessão inteira não fica só na conversa. Há um momento em que a gente levanta da poltrona e a gente realmente faz exercícios. Então há uma sessão que a gente faz massagem, alguns exercícios de visualização, algumas meditações para que a gente possa entrar em contato com o que está acontecendo internamente no meu corpo.

Quando uma pessoa chega no meu consultório, eu vou olhar para ela e vou ver a beleza que aquela pessoa carrega. A dimensão sagrada e bonita que aquela pessoa carrega e que ela está tentando botar pra fora. Está tentando manifestar. É um trabalho que requer coragem, determinação e paciência. Mas são conquistas que são para o resto da vida. Isso é algo que você vai levar para sempre. Não só vai mudar você e sua vida, mas vai começar a mudar as pessoas e os ambientes ao seu redor. Tomar essa consciência de que eu quero uma vida melhor para mim é um primeiro passo.

Um passo em direção à cura: dizer sim para ela mesma, não é sim para o terapeuta, não é sim para ninguém. É sim para ela mesma, é sim para a vida dela.

Janeiro de 2010