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A dança como inclusão social na rede pública de ensino

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Memórias do Brasil

Descrição:

A professora Anne dá aula aqui no Centro Educacional 01 Guará. É educadora, dançarina, veio da escola pública, descobriu a arte numa escola pública e passou a fazer disso a vida dela. Interessante isso. Você leva a arte para as crianças com o maior prazer. A gente pode perceber isso muito claramente.

Anne: Eu vivi isso na escola pública. Eu tive essa oportunidade. E hoje, como educadora, é um prazer imenso poder oferecer isso pra eles também e fazer da cultura um trampolim pra uma vida muito melhor.

Eduardo: A Ester começou a dançar dentro de uma escola pública. Descobriu a arte, hoje é profissional, recebe pra dançar. Inclusive professora de dança hoje em dia. A dança significa muito pra você, mudou a sua vida?

Ester: Mudou a minha vida completamente. Eu quero trabalhar com projetos sociais, quero poder mudar a vida de alguém assim como mudaram a minha vida. Hoje eu sou professora, vou começar a dar aula para deficientes visuais nesse mesmo projeto.

Anne: E arte tem que fazer isso. Ela tem que ir pra escola, ela tem que ir pra rua, ela tem que ir exatamente ao encontro de quem precisa dela pra ter até um sentido na vida.

“A gente não sabia que a gente tinha esse dom. A gente descobriu o nosso valor que a gente tem dentro de nós mesmos”.

“A professora é boa e todos os alunos estão aprendendo muito”.

Anne: E a gente acaba tendo essa oportunidade de passar isso tudo e essa aceitação incrível que tem sido a dança de salão dentro da escola.

“É uma alegria imensa porque a gente faz vários amigos, conhece pessoas novas”.

“No domingo a gente estava num lugar diferente dando aula de samba de gafieira na rua. E nas escolas o cara me manda um ofício, eu venho, vou dar aula aqui nessa escola, no Guará, Samambaia, enfim, no DF inteiro.”

Eduardo: É importante valorizar projetos como esse aqui que venham a dizer que a escola pública tem sim muitos aspectos positivos.

“Com certeza. Nós, dentro da rede, temos excelentes profissionais. O que eles precisam é de um espaço, de uma valorização pra mostrar a sua arte”.

Anne: Sabe o que mais me emociona? É saber que o adolescente tem, muitas vezes, rejeição pela sua própria imagem. E ele refaz essa imagem dentro da dança. E, principalmente, ele aceita a imagem do outro, ele une a imagem dele com a do outro pra formar uma dança. Isso faz toda a diferença nas relações interpessoais.

Maio de 2010