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A época que as projeções de cinema eram com rolos de películas

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eu como operador de cinema, minha função é montar, desmontar e exibir o filme. É um filme que vem dentro das latas e você monta pelas partes. Primeira, segunda, terceira, quarta, quinta e assim por diante. Então você vai emendado a primeira na segunda, a segunda na terceira, terceira na quarta e a quarta com a quinta. Pegamos uma tesoura e um pedacinho de durex e montamos o filme. Então a gente bota um quadrinho de um e um quadrinho de outro, sempre de 4 em 4.

Cada filme tem um sistema de lente, ou seja plan ou scope, plan pega a metade da tela e o scope pega a tela inteira. É simples, você bota a lâmpada, o espelho, liga o retificador e projeta a imagem. São 20 quadros iguais a cada 12 segundos. Hoje tem a lente schneider, importada da Alemanha, caríssima. E ela te dá uma resolução de imagem fantástica. Você vê a imagem nítida. Ela custa hoje em torno de 7 mil dólares o par.

Quando eles gravam com a película já estão gravando o áudio, só que separado. Você bota 2 CDs, o A e o B. Ao ligar o projetor dispara automaticamente.

Sempre tem um que é reclamão: a imagem estava muito ruim, o som estava muito baixo. Ninguém sai satisfeito com o seu trabalho.

Tenho quase 20 anos de cinema. É uma opção desde criança. Meu tio tinha um cinema. Peguei o gosto. É uma paixão. Quem entra, não sai mais.

Março de 2006