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A exuberante Chapada Imperial e suas cachoeiras a apenas 50 km de Brasília parte 4

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Memórias do Brasil

Descrição:

Márcio Imperial: Nós temos aqui três tipos de passeios. Temos uma trilha leve, que é uma trilha mais branda para famílias que tenham crianças ou pessoas de melhor idade ou quem quer vir aqui, curtir o dia e ficar tranquilo sem esforço físico. As plantas são identificadas por placas com nome popular, nome científico e as características que essas plantas têm: ou ornamental ou medicinal. 30% das plantas do cerrado são plantas medicinais.

Depois nós temos a trilha média, são 2,5km e quinze pontos visitados entre cachoeiras e piscinas naturais. E por último nós temos a trilha longa, que é para quem tem um condicionamento físico bom. São trinta e três pontos visitados entre cachoeiras e piscinas naturais, incluindo educação ambiental. E no final da trilha média e da longa nós temos o transporte interno que é o pau-de-arara, que busca as pessoas lá em baixo e traz de volta para almoçar. O almoço que nós servimos aqui na chapada é um resgate à culinária local. Todo o nosso cardápio é elaborado para quem come carne e quem não come.

Hoje em dia a Chapada Imperial é referência em termos de ecoturismo em que inúmeras escolas nos ligam durante o ano, marcam passeios com seus alunos e vêm até aqui para aprenderem sobre o Bioma Cerrado. Aqui elas tem educação ambiental. O que é dado em sala de aula, aqui elas aprendem na prática.

Eduardo Chauvet: Depois de muita caminhada, muita descida no meio da mata, vários banhos de cachoeira, a gente chega até aqui na última, que é a cachoeira Rainha, um ponto bastante ideal para a prática do rapel. A Kênia está com a gente aqui.

Kênia: A Chapada Imperial tem uma estrutura, tem guias, tem o cerrado, tem a água. A queda é negativa e isso propõe uma segurança e um prazer para curtir a natureza que está em volta. A preocupação em manter isso também é muito importante. Saber usar. A cada descida é uma nova experiência porque são posições diferentes, mais água, menos água, mais força da queda da cachoeira. Tem lugar que é menos negativo, é menos água. Então cada descida tem uma história.

Você tem que ter o curso para poder praticar com segurança, aproveitar o local. Fiz o curso em três dias. A parte teórica (conhecimento de material) e dois dias de prática. A sensação é de liberdade, de estar vivo, de poder aproveitar, saber aproveitar bem a vida. Curtir o bom que o mundo tem para oferecer.

Eduardo Chauvet: Conta pra gente o que você está usando aí.

Estou usando um mosquetão, uma corda com nó em oito para fazer o rapel hoje. E o resto do equipamento tem um oito e um mosquetão para travar na corda. Tem esse cinto, é uma cadeirinha. É para a segurança da pessoa. Isso aqui é uma vida para a pessoa. Tem o capacete também porque às vezes está descendo, vem algum galho, alguma pedrinha pequena, bate na cabeça. A luva é muito importante porque às vezes você pode descer na corda, dar uma escorregadinha de nada e fica com um talho na mão. A corda que segura na árvore é salva vida mesmo. A corda do rapel mesmo fica segurada em dois ganchos na pedra mesmo, na rocha. Mais ou menos uns 50cm.

É muita adrenalina mesmo. Só descendo para saber.

Márcio Imperial: A Chapada Imperial é um sonho que nós tivemos há 12 anos atrás. É um sonho pessoal, da nossa família, para que as pessoas pudessem entrar em contato com a natureza e terem um dia prazeroso. Cada turista que vem aqui nos vistar é um pedacinho do nosso sonho que vai se concretizando. Que as pessoas possam vir, passar o dia e aprenderem sobre o meio ambiente.

Janeiro de 2010