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A garra, o talento e o profissionalismo do skatista Geninho Amaral

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Memórias do Brasil

Descrição:

Marcelo Lobão, organizador: Eu saí de Brasília, estou trabalhando no Rio, São Paulo. Estou tentando trazer esses grandes eventos pra Brasília. É uma competição aberta e tem uma equipe técnica que eles fazem uma peneiragem em relação aos atletas que estão entrando.

Gilmar da Silva, skatista: A adrenalina é alta, né? Eu nunca andei com um pessoal desse nível aqui. Nunca teve uma competição desse nível aqui em Brasília.

Geninho Amaral, skatista profissional: Eu sou o Geninho. Minha profissão é skatista profissional. É uma filosofia de vida. Eu comecei andando de skate e não sabia que ia chegar nesse patamar. Mas me deu uma coisa muito boa, a vida fluiu melhor. Por isso eu falo que o skate é minha vida. Fez eu enxergar a vida de outra forma.

De 5 anos pra cá que eu sou profissional. Eu fiquei entre os 5 em todos os rankings em todos os anos até aqui. E o patamar que eu digo é de eu ter conseguido sair iniciante, de ganhar campeonato de amador, passar para profissional. E muito moleque se veste que nem eu, que gosta das coisas que eu faço, o som que eu escuto. A criançada que compra meu nome, compra a roupa que eu visto, compra o shape que eu uso… é muita responsabilidade. Não posso falar que eu vivo mal. Vivo bem, viajo o mundo inteiro. Mas no skate, eu nunca digo pra molecada “pense em dinheiro”, porque o skate flui fora dinheiro. O dinheiro vem por acaso. Se ele vier, legal. Mas tente se divertir primeiro. E daí vem tudo junto.

No Brasil dá pra chegar… um salário fixo, fora campeonato, você ganha dinheiro, demo, essas coisas, uns 2 mil. Lá fora mais ou menos uns 30 mil dólares. Tem campeonato mais ou menos como esse aqui que dá pra você faturar uns 10 mil e tem um campeonato principal de uma marca de energético que o primeiro lugar ganha 50 mil dólares. Depende do campeonato, mas dá pra tirar uma grana legal.

Gilmar: Eu trouxe aqui pro evento toda a parte de movimento da rua, que é o hip hop, que envolve o grafite, o break dance e outras modalidades. Skate na veia e nada de drogas.

Outubro de 2002