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A história do Trio Siridó de forró e seu idealizador, Torres do Rojão

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Ele saiu de Caruaru, no Pernambuco, em 1951. Foi atrás de um sonho: a música. Passou por Rio, São Paulo, Belo Horizonte, até que chegou em Brasília em 64. Finalmente, em 72, realizou o sonho. Formou o Trio Siridó. São quase 30 anos de estrada. Vamos conhecer o grupo então e saber um pouco mais da história do Torres do Rojão. Tá aqui, esse é o homem, Torres do Rojão. Como vai, tudo bem? O pessoal, a família toda, como vai?

Torres: Minha neta, meus filhos, esse é guitarrista, aqui é a minha senhora. Estamos aqui, a casa do velho Torres do Siridó.

Eduardo: Já mora aqui há 30 anos?

Torres: Há 30 anos nós moramos aqui, Aqui é onde nós fazemos os nossos ensaios. Esse aqui é o Leo, o homem do contra-baixo. Aquele ali é o baterista e percussionista da banda, Edmilson. Aquele ali é o grande Calango. Ali está o Ronaldo Torres, que é o guitarrista. Tá faltando um, do acordeon, é essa figura aqui. O show inesquecível que eu cantei com Gonzaga foi lá em Maringá. Nós chegamos lá na praça Raposo Tavares. O Gonzaga me chamava de Grampão. Você vai até as cortinas.

Eduardo: E como é que você vê hoje esses novos grupos de forró? O Falamansa, esse pessoal mais novo, essa nova geração que está levando o nome do forró?

Torres: Acho bom. Antigamente quando se falava no forró, a juventude não ia. Hoje em dia ela nos procura pra gente dar aula. Depois que o Gonzaga foi embora, Mastruz com Leite levantou bastante a música, vem renovando. Essa daqui foi a primeira… O primeiro Siridó, né? Esse CD aqui é de 81. Foi o primeiro CD. O “Progresso da Mandioca”, quando fomos pra Roraima.

Eduardo: Quantos LPs no total, agora?

Torres: São 9. Com CD dá 11. É o forró… eu gosto demais de uma seresta, sou chegado a isso.

Calango: Nós aqui, tudo da música. Eu, se pudesse, era todo dia. Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, ia emendando. É porque corre aqui. Nordestino corre na veia.

Junho de 2001