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A importância de regulamentar o trabalho dos ‘flanelinhas’ pelas ruas da cidade

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Em nossas voltas aqui pelo Distrito Federal paramos no Setor Comercial Sul. Estamos aqui com o Valdivino, já há muitos anos aqui no estacionamento. 35 anos que você chegou aqui? Você já estacionou quantos carros nessa sua vida?

Valdivino: Ah, meu amigo, já perdi a base.

Eduardo: Quantos carros por dia circulam por aqui?

Valdivino: No nosso estacionamento deve circular uma faixa de uns 1500 carros.

Eduardo: 1500 carros só aqui nessa sua área do Setor Comercial Sul?

Valdivino: Só aqui.

Eduardo: Quantos carros passam pelo Setor Comercial Sul por dia?

Valdivino: Hoje em torno de uns 10 a 12 mil veículos.

Eduardo: 10 a 12 mil veículos por dia?

Valdivino: Por dia.

Eduardo: E aí o brasiliense chega e não tem onde estacionar. Esse é um grande problema que a gente tem diariamente, qualquer um sabe disso, não é novidade. A gente acaba deixando o carro com os autônomos, aqueles profissionais, aquelas pessoas que estão trabalhando nas ruas vigiando os nossos carros e aproveitam pra lavar também. A notícia boa é que agora foi implantado, foi fundado um sindicato, é isso?

Valdivino: Hoje nós já estamos todos registrados na DRT. Estamos agora cadastrando todo mundo. Hoje nós temos 1302 pessoas já cadastradas, já com a ficha limpa. Nós éramos marginalizados na rua. Hoje não. Hoje nós somos reconhecidos, nós temos 4 ‘nada consta’, temos o criminal, que é o da Polícia Civil, temos o Venâncio 2000 que é o do Brasil inteiro, temos também o JEF e temos o eleitoral.

Eduardo: Por isso que o ficha limpa tem que servir como exemplo para a sociedade como um todo. A ficha limpa começa da base.

Valdivino: O exemplo surgiu da gente. Já em 75 nós já éramos regulamentados, a profissão, exigindo esses documentos.

Eduardo: Por que tem muito estacionamento que a gente vai e o guardador, o lavador, não está com o colete verde?

Valdivino: Boa pergunta. Não está porque ele tem ficha suja. Agora nós estamos trazendo esse pessoal, temos advogado no sindicato, junto com o governo, e que vai regularizar a profissão dele. Por quê? Porque nós também não podemos jogar ele na comunidade de novo. Nós temos que trazer ele pra sociedade.

Eduardo: E vem cá, tem curso de capacitação?

Valdivino: Tem, tem o curso o dia todinho. Tem cidadania, direitos humanos, trânsito, meio ambiente.

Eduardo: São exemplos como esse aqui nas ruas da cidade que servem de espelho para que a gente possa construir uma sociedade mais justa, sem preconceito, com direitos iguais para todos. Parabéns pelo seu trabalho e força sempre para vocês.

Valdivino: Obrigado, valeu!

Fevereiro de 2011