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A mulher plena com todas as faces da deusa, da Grande Mãe

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Memórias do Brasil

Descrição:

“A mulher plena é uma mulher que pode vivenciar e expressar todas as suas qualidades, todas as suas características no mundo.

Hoje a gente tem uma forma muito fixada de viver nossa identidade. Então a gente acredita que, por exemplo, se eu tenho muita raiva, eu não posso ao mesmo tempo ter muito amor ou ter muito prazer. Quando eu tenho muito medo, eu não posso ter muita coragem. Uma versão estereotipada de nós mesmos. Nós nos fixamos pra uma coisa que pode durar anos, pode durar uma vida. E esquecemos que nós somos uma totalidade. Então a mulher plena é essa mulher que consegue fazer essa dança, esse movimento. Esse movimento psíquico, emocional, interior. É uma mulher que sabe que ela tem todas as faces da deusa.

O que aconteceu com a mulher hoje, da gente se fixar em uma vivência, em uma forma de estar no mundo é meio a história que aconteceu com essa figura da deusa, da Grande Mãe. Tem uma psiquiatra americana que ela fala um pouco disso. Que na pré-história a gente tinha uma figura da super mulher, essa grande deusa que era todas as coisas, e ela foi dividida. Ela foi separada em vários pedacinhos pra gente poder viver os pedacinhos melhor. Tem uma deusa que ama, a deusa do amor. Tem uma deusa da sabedoria, tem uma deusa da beleza, tem uma deusa da colheita, tem uma deusa da morte. E aquela grande deusa pôde vivenciar com mais profundidade essas características. Só que ela perdeu o poder. Ela perdeu a sua totalidade. Isso aconteceu com a gente também.

Esse é um desafio muito grande e esse é o trabalho que nós tentamos fazer com a psicoterapia e algumas vivências que a gente faz em forma de oficina. Então a gente tenta levar as mulheres a experimentarem os lados delas que elas estão menos habituadas a usar através da mitologia. Nós usamos mitos de deusas que são completamente diferentes, mas que se encontram nas suas histórias. É muito possível. Você não só pode como deve usar todas as suas faces. A forma como a gente acessa isso é pela experimentação. Então, por exemplo, se você vai a uma oficina a gente oferece um exercício que pra você pode ser muito diferente do que faria, mas ao experimentar você descobre que não só é possível como pode ser até prazeroso.

Maio de 2010