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Ação voluntária no resgate de moradores de rua e dependentes químicos

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Nós acabamos de chegar na cidade de Santa Maria. Nós vamos fazer uma visita ao Tio Fernando. Ele é bem conhecido aqui. Ele é bombeiro, tem um trabalho voluntário que é de abordar as pessoas que estão nas ruas, os moradores de rua que são dependentes químicos, dependentes do álcool.

Fernando: A droga tem acabado com a nossa juventude e nós temos que botar a mão na massa pra fazer acontecer o surgimento de uma nova geração.

Eduardo: A ideia foi formar um grupo de jovens que inclusive pudesse te ajudar na hora de abordar as pessoas que estão nas ruas, é isso?

Fernando: Com certeza. Visitando os moradores de rua, visitando famílias que tem problemas de dependência química. Isso faz com que esse jovem veja um lado da vida… que ele pode se prevenir para que não venha a entrar também neste caminho. Então essa experiência tem ajudado bastante. Hoje em Santa Maria nós temos vários grupos de alcoólatras. Não temos ainda crackolândias organizadas como em outras cidades. A gente procura fazer uma prévia, conquistar a amizade deles.

São pessoas carentes excluídas pela sociedade, que necessitam de carinho, compreensão, uma palavra amiga. Então a gente procura levar isso em primeiro lugar e numa segunda instância, a gente está aí tocando realmente na ferida, falando dos malefícios das drogas, alimentando a fé, falando um pouco da palavra de Deus. Depois dessa abordagem cautelosa que a gente faz, a gente precisa esperar que a admissão aconteça. O que é isso? É o dependente químico falar “eu quero ajuda”. Uma vez admitiu, nós temos hoje graças a Deus a casa Santo André no Gama que acolhe os nossos moradores de rua, temos a fazenda Nossa Senhora Anunciação e a Casa de Misericórdia em Luziânia. Graças a Deus a gente pode contar com o apoio dessas entidades na hora de amparar os nossos dependentes químicos. Eles passam a ter roupa, comida´. É uma grande oportunidade, é uma nova vida.

É uma bênção, graças a Deus. Quando ele chega aí é uma alegria pra todo mundo aqui.

Fernando: Se as pessoas soubessem o tanto que é prazeroso desenvolver uma atividade como essa onde a gente estende a mão a uma pessoa que realmente precisa. Esse voluntariado passa a ser prazeroso. Hoje eu trabalho no Corpo de Bombeiros numa escala de 24 por 72 e os 3 dias que eu tô de folga eu desenvolvo essa atividade. Eu, minha esposa, meus filhos e essa força jovem. E a gente faz isso por prazer.

Então eu convido toda a comunidade do DF que possa se juntar a nós para que a gente possa construir uma nova geração. E nós estamos precisando de muita gente nessa obra. Hoje nós temos 27 pastorais da sobriedade em todo o DF. Com certeza deve ter uma perto da sua casa onde você possa procurar o seu pároco e se colocar a disposição para desenvolver esse trabalho. Então qualquer pessoa, de qualquer religião, que queira vir nos ajudar, trazer alguma pessoa amiga que precise de ajuda nós estamos aí de braços abertos pra ajudar.

Dezembro de 2010