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Adriana Maciel, da música erudita à popular

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Comecei estudando música cedo. A música sempre foi uma paixão que teve na minha vida. Cantar não era uma ambição, mas acabou acontecendo e é uma coisa que eu adoro fazer. Eu comecei estudando flauta aqui em Brasília. Eu estudei na escola de música, que é um lugar maravilhoso. Depois estudei na UnB, flauta transversal. E aí, quando mudei para o Rio, comecei a estudar teatro e, nas peças, eu comecei a cantar ao vivo.

Primeiro trabalhei em musicais com Oswaldo Montenegro, mas depois eu trabalhei em teatro e as peças não eram musicais, mas eu cantava e aí eu comecei a gostar, tomar gosto pelo canto e me interessar em fazer um trabalho meu. E aí foi assim que começou, dentro do teatro. Quando eu morava aqui eu só estudava música. Eu me apresentava com as pessoas de música erudita, eu estudava música erudita, fazia música barroca, mas música popular eu nunca fiz aqui em Brasília. A cidade me influenciou no que eu sou. É uma cidade muito particular, de muito espaço, muita luz. Todas as minhas referências vêm daqui.

Como eu não componho, eu fico procurando as coisas que eu estou com vontade de dizer na voz de outras pessoas. Então os compositores são as pessoas que eu procuro para dizer por mim o que eu gostaria de estar dizendo naquele momento. Tem alguns compositores que eu me identifico mais, outros não. Às vezes funciona com a minha voz. Então isso é uma coisa muito subjetiva e que depende muito do momento. Então isso vai variando.

Nesse último disco, que é só de regravações de sambas, eu chamei compositores que eu me identifico para participar cantando, já que era um disco de regravações. Então tem a participação do Zeca Baleiro, do Vitor Ramil e do Paulinho Moska. O disco saiu agora no Japão, então acho que em setembro eu vou tocar lá e estou bem animada porque é uma cultura muito diferente e que gosta muito da nossa música. A gente tem um ritmo que contagia mesmo que a letra não seja entendida.

Num show ao vivo, a troca com o público é muito bacana, você sente as pessoas, o que as pessoas vêm falar depois, como elas se emocionam, de que maneira isso chega na vida delas. Essa troca que é bacana na música. Porque é uma troca que não depende de palavras. Tem as letras das músicas, mas a música fala por si só. Não precisa de letra para ser compreendida. É um veículo direto e é isso que mais me emociona na música.”

Agosto de 2005