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Afonso Brazza e a finalização de Fuga sem Destino após sua morte

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Memórias do Brasil

Descrição:

“É uma campanha que surgiu para conseguir recursos para concluir o último filme do Afonso Brazza”

“Para quem não me conhece, eu sou Afonso Brazza, conhecido em Brasília e também em parte do Brasil. Comecei minha carreira em São Paulo, em 1970. De 1970 a 1980 participei de muitos filmes em São Paulo. E toda essa experiência de trabalho em São Paulo eu trouxe para Brasília.” (Afonso Brazza, trecho de entrevista em 2001)

“E a gente está ai, voluntário, para fazer valer esse último filme do Afonso Brazza, que é muito importante para a cidade. E a gente tem que lembrar que, além do esforço físico do cineasta, todo o investimento de trabalho, de dinheiro, de equipe… tem o filme do Brazza que é um cineasta patrimônio cultural dessa cidade a quem a gente deve muito respeito. Porque foi o cineasta que mais filmes fez aqui. Fez 8 filmes ao longo da carreira dele.”

“O nome do filme é ‘Fuga sem Destino’ e conta a história de um presidiário chamado Trovão, que é preso e consegue uma fuga alucinante da Papuda (presídio do DF). E aí é aquele enredo típico do Brazza.”

“De muita ação e pancadaria. É o estilo de filme que atualmente Afonso Brazza vem fazendo. Aliás, é o tipo de filme que meu público está gostando no dia a dia, que seriam os filmes trash. Aqueles filmes que é um trabalho muito sério que eu faço e que se torna uma comédia. […]eu não sou aquele que vou fazer, eu estou fazendo.” (Afonso Brazza, trecho de entrevista em 2001)

“Os recursos que a gente precisa para concluir o filme giram em torno de 100 mil reais. Isso para poder tirar o filme do laboratório e fazer, no mínimo, duas cópias, pagar as dívidas que ficaram e concluir esse som, porque como todo mundo sabe, os sons do filme do Brazza eram feitos depois. A gente precisa desse recurso para dublar todo o filme e ter todo esse acompanhamento de finalização de som, edição, mixagem. A gente tem uma conta aberta, que é uma conta-poupança da nossa associação. A gente está fazendo isso em conjunto com a nossa associação, com total lisura dos recursos que forem recolhidos para que as pessoas colaborem e façam com que esse filme saia do laboratório e venha para as telas do cinema. Quem sabe se a gente levantar os recursos ele não pode estar sendo homenageado e exibido no próximo Festival de Brasília, que acontece no mês de novembro.”

“Fui soldado do corpo de bombeiros e venho salvando a vida do ser humano no dia a dia. Então vamos procurar salvar o nosso cinema nacional. Esse é meu pedido. Obrigado.” (Afonso Brazza, trecho de entrevista em 2001)

Agosto de 2005