Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Alaya Cia de Danca contemporânea em Matracar

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

“A companhia foi fundada em 1989 como consequência de um grupo de formação, um grupo de estudos que eu vinha desenvolvendo desde que eu cheguei em Brasília em 1986. No começo foi muito efervescente porque todos os espetáculos eram meio resultado de pesquisas, resultado de processos de formação. Então depois de 1996, 1997, a gente tem um marco.

Quando a gente faz o Insônia, a companhia começa a ter um destaque nacional e começa a tomar outro rumo, mais profissional. Atualmente a companhia existe não são só com esses intérpretes. A gente tem uma coisa além da companhia que eu estou chamando de “Núcleo de Pesquisa do Alaya Dança”, que além de a gente ter o trabalho em grupo, a gente tem uma coisa que a gente chama do trabalho dos intérpretes criadores. Como eles foram formados nesse método do teatro do movimento, eles foram formados no sentido de também virarem coreógrafos um dia, também serem criadores.

Eu estava trabalhando um tema com eles de pesquisa que se chamava “As Origens”, então eles pesquisaram as origens deles e a partir dessas origens eles fizeram cada um, um trabalho, um solo.

Cristiane Lapa está com o processo de pesquisa dela. Ela começou a trabalhar num solo onde ela trouxe para o material pesquisado dela duas matracas. Eu fiquei um tanto encantada com essa possibilidade da matraca e agora, três anos depois, pensei em desenvolver um trabalho com a companhia toda usando essas matracas. Como a matraca é um instrumento que vem do bumba meu boi do Maranhão, a gente foca, a gente faz um recorte para olhar um pouco mais essa cultura popular tão rica que é a do bumba meu boi.

É como se os intérpretes visitassem essa cultura com o olhar e com o corpo contemporâneo deles. Eles entram em contato com essa cultura, entram em contato com as memórias que eles têm dessa cultura e daí eles vomitam tudo isso em material de movimento. E eu, como coreografa, vou selecionando esse material e compondo com o meu olhar também, vou compondo a dramaturgia do espetáculo. Na verdade, não é uma encenação do bumba meu boi, mas é uma relação entre três elementos: corpo, som e espaço.”

Outubro de 2004