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Almir Sater, um violeiro caipira e a ditadura da cultura praiana

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu não sou um violeiro sertanejo, eu sou um violeiro da música popular. Eu sou até um pouco roqueiro. Eu gosto de coisas diferentes. As minhas influências são diferentes das influências dos violeiros tradicionais.
Teve influência da minha geração, que eu ouvia Beatles, Bob Dylan, James Taylor.
Mas depois eu ouvi também muito Tião Carreiro que é um violeiro brasileiro… Zé Côco do Riachão, Renato Andrade, Alceu Valença, Zé Ramalho.

Eu sou um meio termo. Eu admiro muito a cultura caipira. As pessoas me chamam de violeiro caipira, eu sinto o maior orgulho.

E depois da novela Pantanal é que conseguiu quebrar um pouco esse preconceito e parece que ficou chique valorizar a cultura do interior do Brasil. Porque antigamente era muito cultura praiana. Existe uma ditadura muito grande da ditadura praiana e a cultura do interior do Brasil sempre ficava um pouco em segundo plano.
Quando eu comecei a trabalhar com disco, um artista popular ganhava o dobro do artista sertanejo.

Todo artista é um pouco inseguro, um pouco louco, às vezes muito louco. Porque a gente não domina essa arte. Eu não sei quando vou fazer uma canção que vai fazer a minha cabeça. Posso tentar fazer uma música agora mas dificilmente vai ser uma música que vai me contentar por inteiro. Essas músicas que contentam a gente, que enchem a alma da gente, são músicas que surgem com muita inspiração, muito espontâneas.

Meu último CD saiu há 6 anos. Eu sou um artista independente, eu não tenho gravadora. Então eu não tenho um contrato que me obrigue a gravar. Isso faz com que eu relaxe um pouco. Esse ano eu já comecei a pensar em um disco. Quem sabe para o ano que vem.”

Outubro de 2002