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Ana Carolina bem no início da carreira em 1999

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Vindo dessa temporada de 5 anos antes do disco, fazendo show de voz e violão, eu resolvi fazer uma noite no Mistura Fina (Rio de Janeiro) e a Luciana de Moraes, filha do Vinícius estava lá e me pediu um CD demo para mandar para a BMG. Aí, encurtando a história, em 10 dias eu já tinha assinado o contrato com a gravadora, escolhido o produtor, estava tudo certo.

Eu sou muito ansiosa. Eu participo de todos os momentos do disco. Do repertório, produtor, mixagem, masterização, dei pitaco em tudo. Porque eu sentia uma necessidade total de tomar as rédeas do trabalho. Então no processo do disco, a gente demorou uns 10, 11 meses. O disco só ficaria pronto se estivesse de acordo com o que a gente queria. Então não foi tão corrido. Agora, o processo de sair de um disco e ir para a trilha sonora de uma novela foi bem rápido porque eu fiquei sabendo em uma semana que ia começar a novela e eu fiquei super contente porque eu vou poder atingir um grande público com a minha arte, com a minha obra, seja por uma novela, pela rádio. Eu acho isso importante, acho ótimo.

O que você acha da sua voz, quando você está ouvindo?

Primeira vez que me fazem essa pergunta. Eu vou lembrar uma do Orson Welles, que ele diz que: “experimentar é a única coisa que me entusiasma”. Então, quando pego o microfone e vou cantar, eu noto que a minha voz é muito limpa em alguns aspectos e é completamente suja de outro lado e gosto de experimentá-la. Coloco o tom e vou.

Eu quero levar a minha música até as pessoas, levar a minha MPB com trabalho pop. O público é tão vasto. Vai de 15 até 100 anos. Eu acho maravilhoso chegar e nunca encontrar uma tribo só. Eu quero reunir todo mundo. Eu acho que essa virada de milênio está para abrir, não para fechar. E eu espero a Ana Carolina cada vez mais compositora, sempre atuando nesse lado da composição. Já tenho 20 músicas prontas para dar para algumas pessoas, para o próximo disco. Eu acho que eu quero trabalhar nesse sentido.

Só você estando livre você pode criar.”

Novembro de 1999