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Anti Status Quo Cia de Dança com Luciana Lara

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Memórias do Brasil

Descrição:

Luciana Lara, diretora e coreógrafa: A ideia de fazer um espetáculo sobre Dali começou a partir do meu encontro com a obra do Dali. Eu comprei um livro, comecei a olhar a obra e fiquei impressionada com a técnica, com a temática dele. E a partir desse momento, eu fiquei: “- nossa, isso vai dar um bom espetáculo de dança”.

Todo coreógrafo está sempre antenado para o próximo projeto. Então eu já estava procurando um tema que eu queria falar. E aí comprei esse livro e de repente me bateu bem forte essa ideia de fazer um espetáculo sobre Dali.
Essa ideia surgiu há uns 5 anos atrás. O projeto foi tomando corpo e quando a gente viu, nós não tínhamos dinheiro para realizar o espetáculo como a gente gostaria. A partir do patrocínio da Brasil Telecom nós conseguimos aprovar o projeto Dali com cenário, figurinos e uma trilha sonora composta só para o espetáculo.

Nos encontros da companhia eu levava os livros do Dali e a gente discutia as coisas que mais tinham impacto para cada bailarino. A principal coisa que surgiu foram as sensações.

Ele sempre tinha uma pitada em todas as áreas das artes mesmo. Cinema, ele fez uns filmes com Buñuel, que é muito famoso. Ele foi um grande teórico. Então ele tinha esses dedos, o bigode dele apontados para vários lugares.

O Espetáculo

A primeira parte que fala sobre a vida do Dali, a relação dele com a Gala, que é a mulher dele.
A relação dele com os surrealistas e o movimento surrealista, que era um movimento de vanguarda da época. E toda a relação dele, a caricatura do Dali que ele criou para ele mesmo, o bigodão. Todo mundo conhecia ele, ele se fazia de louco, o bufão surrealista.

A outra parte falaria sobre o inconsciente porque o surrealismo do Dali é justamente sobre o inconsciente. O acesso ao inconsciente. Os surrealistas, em geral, pregavam você liberar toda sua manifestação inconsciente sem qualquer tipo de censura seja cultural, moral. Era uma liberdade total.

Tem uma parte do espetáculo que a gente trabalha com uma proposta que tinha o André Breton, que é o pai do surrealismo. Ele usava uma técnica para fazer poesia que era de liberação do inconsciente.
E a outra parte seria a obra. Nós fomos buscar na obra o que era mais impactante da obra dele.

E essa ideia do inconsciente nós também trouxemos para a trilha sonora, que foi uma ideia que surgiu. Falei: “- o que poderia ser brasileiro e que vem do inconsciente?” E aí a ideia pintou de uma embolada. O que a gente chama de “emboladali”. Foi uma embolada criada pelo Cláudio Vinícius. Nós fizemos uma colagem de vários títulos dos quadros do Dali.

A companhia tem 11 anos de trabalho já na cidade. A gente começou o trabalho com o nome de Anti Status Quo Companhia de Dança. E agora nós estamos em uma fase de transição tentando mudar o nome para ASQ Companhia de Dança.”

Junho de 2000