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Arlequim servidor de dois patrões com direção de Hugo Rodas

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Nós estamos absolutamente convencidos de que o Arlequim é quase o espelho do brasileiro, do latino. A arte que temos que fazer para sobreviver, as artimanhas que temos que criar o tempo inteiro para driblar isso, driblar aquilo, um imposto aqui, um imposto ali. Enfim, todos os tormentos do nosso cotidiano.

A gente tem que se virar e tem que servir a dois patrões mesmo que esses patrões não sejam compatíveis e o texto se presta muito a realidade do momento que é essa dificuldade que nós temos de sobrevivência e ter que tramar mesmo o tempo inteiro. Se o Brasil serve a tantos patrões, porque nós, pobres indivíduos, para sobreviver, não podemos.

A história:

Eu faço o Pantaleão, que é a figura mais tradicional da commedia dell’arte, pai da Clarice.

Ela é super apaixonada e sempre sofre muito por causa das coisas que não dão certo na paixão e acaba muito feliz porque acaba sempre com o amante, com o namorado.

Eu faço o Sílvio Lombardi, filho do doutor, um rapaz extremamente apaixonado, enamorado, sexualizado e que luta contra tudo e contra todos para conseguir o amor de Clarice

Eu faço o Doutor Lombardi, que é o pai do Sílvio e é um personagem tradicional que é o doutor da comédia.

Eu faço a Esmeraldina, que é a namorada do Arlequim e ela faz parte do universo do Arlequim, de peripécias. E ela é muito sem-vergonha, safada, tem uma coisa sedutora.

O negócio dele é se dar bem. Ele está casando a filha no começo da peça com o Sílvio, mas a partir do momento que chega o Frederico, que era o primeiro pretendente, imediatamente ele muda.

Eu faço Beatriz, que é um dos enamorados, faz par romântico com Florindo e é uma mulher que, para época, é extremamente corajosa, ousada, que se veste de homem para reencontrar o seu amor, que é acusado de ter matado o próprio irmão dela.

Um dos enamorados, faz par com Beatriz, a heroína da história. Então eu sou o “espada” do espetáculo.

O mais importante que a gente traz para Brasília é novamente essa esperança de sermos um grupo, de buscarmos uma linguagem, de sermos de Brasília, de termos um trabalho excelente na mão.

O que é fantástico é a experiência de você conseguir fazer uma crítica e com isso também conseguir trazer uma alegria. E como querer uma mudança sem sofrer, uma mudança com um sorriso no rosto. Isso é muito bom.”

Novembro de 1999