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Arte-educação na rede pública: o fazer artístico, o apreciar artístico e a contextualização

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Cleyton Torres é do núcleo de monitoramento pedagógico da Regional de Sobradinho da Secretaria de Educação aqui do Distrito Federal e desenvolve um trabalho junto aos professores que é a oficina “Gostando de Ensinar Arte”.

Cleyton: O que a gente está procurando com essa oficina é fazer com que os professores entendam um pouco essa questão de como ensinar arte na sala de aula pra essas crianças. E aí a gente trouxe como proposta de trabalho a metodologia triangular do ensino da arte da professora Ana Mae Barbosa, que é o nosso referencial de arte-educação no Brasil. O tripé seria o fazer artístico, o apreciar artístico e a contextualização, ou seja, contextualizar essa produção e esse fazer no tempo e no espaço.

“A percepção é a melhor possível porque nós trabalhamos de educação infantil à quarta série. Nós temos muita dificuldade em trabalhar com artes. A gente trabalha no ensaio e erro. Eu acho que eles vieram trazer uma luz pra gente”.

Eduardo: Mexe com a cabeça da meninada, não é? Você expande, você vai longe…

Cleyton: Mexe, porque a criança se sente desafiada, motivada. Ela percebe que tem alguma coisa diferente, que não é aquele padrão e aquela rotina de todo dia.

“Eu aprendo mais do que eu ensino porque a cada dia que a gente convive com eles a gente está aprendendo mais”.

“Eu acredito que essa é uma forma de se melhorar a educação, de dar mais segurança aos educadores e fazer com que a sociedade participe mais”.

Cleyton: O maior prazer que eu tenho é de vê-las ali naquela empolgação e sabendo que tudo isso que elas estão aprendendo aqui elas vão levar pras salas de aula porque elas são fantásticas. No geral elas são muito ativas, muito participantes. Elas se doam muito. Eu acho que essa doação, esse querer aprender, como você pode ver aqui, já é o grande passo, estar aqui.

“Você está plantando uma semente poderosíssima no ambiente. E no mínimo você vai transmitir pra criança gosto pela arte.Vão ser futuros apresentadores de teatro, vão em galerias, vão em museus, vão chamar atenção para os livros, pra literatura. Então é um despertar pra vida, pra cultura no sentido geral”.

Clayton: É um trabalho árduo, não é fácil, mas a gente consegue.

Maio de 2010.