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Arte com material reciclado ganha exposição dos alunos com suas obras

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Todos os dias nós lemos, ficamos sabendo de alguma notícia que sai na imprensa sobre sustentabilidade, sobre o que nós estamos fazendo ao meio ambiente de bom, de ruim, principalmente o que a gente tem feito de ruim. Muita teoria, só que tá cada vez mais na hora da gente fazer acontecer. Quer dizer, na prática, transformar a cabeça das pessoas principalmente das novas gerações para que a gente possa ter uma nova consciência de respeito ao meio ambiente, que significa respeito a nós próprios.

A professora Antônia dá aula de artes aqui no Centro de Ensino Fundamental 2 do Paranoá e pegou a criançada da quinta série agora e fez com que elas pudessem desenvolver obras de arte através de materiais reciclados. Materiais que de repente já estavam ali meio que de lado em casa, trazer pra realidade dessa consciência ambiental essas crianças?

Antônia Andrade: O que a gente tá percebendo é que a natureza está dizendo “não” o tempo todo. Só não percebe quem não quer. Junto com a direção, com a coordenação pedagógica, a gente resolveu esse ano desenvolver um projeto na escola de sustentabilidade. Iniciamos com as turmas de 5ª série trazendo de casa as coisas que a gente vai desperdiçando, vai jogando fora, que foram garrafas PET que a gente vai tomando refrigerante no dia-a-dia e vai jogando isso na lixeira, vai indo… sabe onde esses lixos vão parar. Os cabos de vassoura que todo mundo tem em casa, que utiliza vassouras e rodos e depois não sabe o que fazer com os cabos. Então, a gente resolveu transformar. Dar uma reciclada nesse material dando uma nova visão, uma nova linguagem.

Carol Diniz: Foi muito bom, eu adorei, porque a gente aprendeu a reciclar, a pegar uma vassoura, usar retalhos e fazer uma linda cortina.

Eduardo Chauvet: Pode fazer arte com aquilo que de repente poderia jogar fora?

Carol Diniz: É isso mesmo!

Alice Ferreira: Estou só começando, é o primeiro trabalho, mas a gente já se vê como artista sim.

Pedro Caixeta: O mais importante é o resgate da autoestima. Quando essa meninada toda vê os seus trabalhos sendo expostos com acesso para a comunidade tem esse lance de resgatar e valorizar aquilo que eles mesmos produzem, de valorizar sua própria arte popular, de valorizar aquilo que vem da própria comunidade deles.

Lucas Almeida: Eu achei legal, aprendi muita coisa, a reciclar. Esses produtos que a gente ia jogar fora a gente reciclou eles. Eu fiz a cortina e ficou massa.

Alejandra Aquino: O que eu mais gostei foi da professora, que ela ensina muito bem, e eu aprendi que a gente deve sempre reciclar. Eu gostei mais da minha cortina.

Antônia Andrade: Fica um trabalho muito bonito, as mães gostam muito, e as mães também acabam vindo e trazendo esses materiais pra gente.

Abril de 2011