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‘Arte em movimento’ leva poesia, música e artes plásticas para crianças da rede pública

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: A professora Isabel desenvolve um projeto bastante interessante, muito rico, que é o ateliê Arte em Movimento que vai muito além daquela aula tradicional que muitas vezes os alunos já estão até um pouco cansados. A ideia aqui vai muito além. Levar cultura, conhecimento, expandir a cabeça de cada criança dessa que está aqui com você em sala de aula. É mais ou menos por aí?

Isabel: A gente observa no dia a dia que as músicas que eles ouvem são aquelas que passam na televisão, as músicas da moda, as músicas descartáveis. Poesia, a grande maioria, nunca ouviu falar de poeta nenhum, nunca ouviu falar de artista nenhum. E eles tem aquela mania de dizer que não sabem desenhar. A gente começa a trabalhar com as cores porque eles gostam de mexer com tinta. Cores quentes, cores frias. Depois a mistura de cores. Depois a gente começa a trabalhar com os artistas que tinham traços mais simples. Athos Bulcão foi o primeiro que nós trabalhamos.

Quem já ouviu falar do Renato Russo?
Eu!

Aí a gente começou a trabalhar com Tarsila do Amaral, com Portinari porque ele tratou nas suas obras muitas brincadeiras infantis, com Picasso, com o cubismo… Como a gente monta toda essa sequência didática eles vão se encantando e vai acontecendo naturalmente.

Eduardo Chauvet: Do que fala a música de Vinícius de Moraes?

Isabel Diocrésio, aluna: Que ele gostava muito de namorar, que ele gostava de saltar, brincar, várias coisas, ele gostava muito de viver a vida quando ele era pequeno.

Kedma Moneiro Mariano, professora: Tiveram oportunidade de ter um primeiro contato com a história da arte. De vivenciar a emoção, o prazer desse contato com a arte, que a arte proporciona.

Isabel: Nós trabalhamos também com artistas de Brasília, com um artista do Paranoá, que é o Gersion de Castro. Ele mora em São Sebastião mas a obra dele é toda voltada para a história do Paranoá. Então eles conseguem entender como que aconteceu o processo de fixação do Paranoá e o processo de urbanização do Itapoã.

Foi feito um levantamento e era a turma que menos faltava aluno. Independente de onde a criança mora, ela tem sensibilidade pra cultura. Porque a grande maioria dos meus alunos são moradores do Itapoã, moram nas chácaras vizinhas.

Kedma: é muito bom ver a motivação deles pelo trabalho, apreciando a obra do colega, vendo a arte onde eles não conseguiam ver antes, a beleza, a emoção da arte no dia a dia.

Isabel: Eu amo o que eu faço. Hoje estou completando 29 anos de Secretaria de Educação e é como se eu tivesse entrando hoje. A mesma animação, o mesmo amor sempre.

Fevereiro de 2011