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Arte Naif do Haiti e do Brasil em paralelo

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Essa exposição surgiu como uma ideia do Ministério das Relações Exteriores por conta de a gente precisar promover um intercâmbio maior com o Haiti. No momento, que estamos lá com 1.200 homens colaborando com o processo de reconstrução da nação haitiana, o Itamaraty entendeu que seria importante mostrar para o brasileiro o quanto a gente tem em comum com o povo haitiano. E a Arte Naif é a forma como o povo haitiano retrata a sua história. E essa exposição procura contar a história do Haiti e mostrar, em paralelo, a Arte Naif produzida no Brasil.

Aqui tem um acervo de mais de 100 peças. São 60 quadros do Haiti e 40 quadros do Brasil. A gente vai perceber que, embora não haja intercâmbio entre os artistas, as raízes são as mesmas, a expressão da religiosidade, das paixões, das cores é a mesma. Inclusive, do lado de fora da galeria, a gente montou um espaço que tem um vídeo e montagem de dois altares, um com objetos do candomblé, e outro, objetos do vodu, para mostrar a relação dos rituais, que tem raiz na África.

O Haiti é considerado um grande centro de produção de Arte Naif, assim como o Brasil, a França, a Itália, a ex-Iugoslávia. São os cinco maiores centros de produção dessa arte. E as pessoas sentem como é uma arte feita diretamente com o coração. Porque o que caracteriza a Arte Naif é que ela é uma arte considerada primitiva, ingênua, mas que não tem nada de ingênua. Na verdade, é um talento inato daquele artista que quer colocar para fora, extravasar o seu sentimento.

São expoentes da arte no Brasil e no Haiti que estão representados aqui.”

Junho de 2005