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As escrituras sagradas e seus pontos-chave

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Memórias do Brasil

Descrição:

Entrevista com Raul Branco, estudioso e teósofo

“O que as escrituras sagradas nos revelam e ocultam?

Nós temos a tendência a aceitar a Bíblia, por exemplo, como sendo a palavra de Deus. Nós poderíamos discorrer por horas à respeito de como a Bíblia foi escrita, outras sagradas escrituras escritas… No entanto, nenhuma tradição espiritual ou religiosa tem como objetivo registrar a história, seja ela de um povo supostamente eleito, ou de uma pessoa, mesmo que seja um grande mensageiro divino. Todas as tradições espirituais e religiosas tem como objetivo guiar o ser humano para que cada membro da humanidade possa desabrochar todo o seu potencial divino interior e manifestar-se na plenitude da estatura de Cristo.

Essas escrituras sagradas são redigidas por seres muito sábios que conhecem uma linguagem muito especial sem entregar os segredos. Por que Jesus disse “não joguei vossas pérolas aos porcos para que eles não pisem sobre elas e avançando sobre vós, vos estraçalhem.” As pérolas são o conhecimento oculto. O conhecimento dos grandes mistérios. Então esse conhecimento tem que ser revelado só àqueles que estão capacitados. Mas as sagradas escrituras são escritas para todos os níveis de evolução da família humana. Então tem alguns ensinamentos para qualquer tipo de pessoa. Alguns muito simples, outros um pouco mais rebuscados e uns bem escondidos.

O apóstolo Paulo disse: a letra mata e é o espírito que dá vida. As sagradas escrituras tem uma linguagem especial. Formas de se interpretá-la. Eu vou dar 4 chaves para a interpretação das sagradas escrituras. A primeira chave é que tudo aquilo que está sendo expresso como ocorrendo no exterior, na verdade ocorre no interior de cada ser humano. Segunda chave: cada pessoa numa determinada passagem representa um aspecto da constituição do ser humano. Terceira chave: cada passagem refere-se a uma etapa do processo evolutivo dos seres humanos. E quarta chave é que todos os nomes, números e boa parte dos objetos e coisas mencionados numa passagem tem um significado simbólico.

Por exemplo: sermão da montanha. Você acha que Jesus subiu numa montanha e do topo da montanha, sem microfone, falasse para as multidões? Na linguagem sagrada usa-se de alegoria. Quando se sobe a uma montanha, está se elevando a um patamar topográfico mais alto do qual nós podemos descortinar um horizonte muito mais amplo. Então subir a montanha sempre significa, nas sagradas escrituras, elevar-se em consciência, expandir a consciência, ter um entendimento mais profundo das coisas. Então quando Jesus diz que ele sobe com os seus discípulos na montanha, significa que ele faz com que seus discípulos tenham uma expansão de consciência e possam entender mais profundamente os ensinamentos que ele apresenta.

Para que qualquer ser humano venha a entrar na cidade sagrada, ou seja, entrar num estado de consciência do reino do céu, ele terá primeiro que dominar a sua natureza inferior, que seria o corpo físico, o corpo energético, o corpo astral ou emocional e o corpo mental. E Jesus representa então o Cristo interior em cada um de nós. É o Cristo interior que entra nesse estado de consciência que nós nos referimos na tradição cristã como o reino dos céus.

Março de 2010