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As Filhas do Vento, um filme de Joel Zito parte 2. Uma história de ruptura familiar

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Tem uma passagem do filme que é o velório e depois tem o enterro. E para poder fazer o enterro, quando eu vi aquele cemitério, ele era muito descampado. E eu pedi licença para a comunidade para abrir algumas sepulturas. E a comunidade estava muito encantada comigo, com os atores, e permitiu. Mas todo mundo falava “não abre sepultura não, os mortos não vão gostar disso”. Mas enfim, eu não dei muita bola para isso e abri as sepulturas. Abri de manhã. Aí, a tarde eu comecei a filmar. Na hora que eu falei “ação”, caiu o maior pé d’água como não tinha acontecido há muito tempo naquela cidade. E, a partir dali eu fiquei mais uma semana sem conseguir filmar. E todo mundo falava “Joel, fecha a sepultura”. Eu fiquei meio resistente, querendo realizar aquilo. Até uma manhã que amanheceu um céu bonito, todo mundo chegou às 5 horas no set. E na hora que eu falei “ação”, subiu uma camada de nuvens e parou por duas horas e eu não conseguia enxergar dois metros de distância. E eu falei “gente, que coisa mais impressionante”. O pessoal, “fecha a sepultura”. Aí eu falei “vou mandar fechar a sepultura”. Meia-hora depois desapareceram as nuvens, desapareceu chuva e eu voltei a filmar normalmente.”

Novembro de 2005