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As obras de Henrique Gougon e outros artistas nas paradas de ônibus de Brasília parte 2

 

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Através de obras de arte que a gente realmente marca a nossa existência, a nossa época?

Henrique Gougon: Exatamente. Devia ser mais aproveitado. Eu acho que outros artistas deviam fazer isso. Temos até o caso do Oscar Niemeyer que alguns anos atrás teve com o nosso companheiro Omar Franco. Ele perguntou: “onde estão vocês artistas que não enchem essa cidade de obras de arte?”. Aí Omar ficou sem graça e disse: “nós temos problema de tombamento da cidade”. Ele disse: “mas vocês podem identificar locais pra arte, isso tem que embelezar”. Então, estamos fazendo isso aos pouquinhos. Nós vamos identificando esses locais e vamos melhorando a vida da cidade.

Eduardo: Vai uma sugestão. Por que não criar uma lei orgânica na Câmara Legislativa do DF para que possamos melhor aproveitar o nosso espaço público com arte?

Henrique: Tem até já hoje uma lei muito interessante votada na Assembleia Legislativa já tem 3 anos. Ela tem ajudado bastante os artistas da cidade. E ela obriga todo prédio, construção nova com mais de 1000m² a ter no térreo uma obra de arte de algum artista credenciado na Secretaria de Cultura. Isso tem aberto muito espaço para obras novas. Mas sempre são espaços circunscritos ao prédio, não espaços de área pública, de área de trânsito público. Nós artistas deveríamos ser chamados para intervir, digamos, na rodoviária, que é um espaço bom, no metrô.

Eduardo: A própria cidade de Brasília já tem essa marca. O Teatro Nacional tem lá a marca do Athos Bulcão. E Athos Bulcão deixou a sua marca a Igrejinha da 308 sul e em tantos outros lugares. Por que não dar continuidade a isso?

Henrique: É verdade. É o que a gente chama de primeira geração de artistas de Brasília. São aqueles que vieram com Dr. Oscar. Você tem o Athos Bulcão, o Bruno Giorgi. São todos esses grandes nomes que embelezaram muito a cidade. Mas está na hora da nova geração. Da geração que, se não nasceu aqui, se criou aqui e está aqui há muitos anos.

Agosto de 2005