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As Vidas de Maria, um filme de Renato Barbieri

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu acredito que os brasilienses vão se identificar com o filme porque fala de uma história que se passa em Brasília e mostrando uma Brasília não oficial, federal, que existe também e que já é muito veiculada. Mas uma Brasília pouco veiculada, dessa do cidadão brasiliense, de uma cultura brasiliense, de um jogo de cintura brasiliense, que os brasileiros conhecem pouco, na verdade.”

“A personagem que eu faço, a Maria, nasceu em Brasília, filha de um candango que vem para a construção da cidade. Quando ela tem 10 anos ele deixa ela com uma família mais rica e vai atrás de trabalho em outro estado.”

“A gente ganhou apoios muito importantes do Ministério da Cultura, e da BR, distribuidora da Petrobrás e alguns apoios logísticos muito importantes do polo de cinema de Brasília. Agora a gente precisa de um apoio muito importante de empresários locais, é um apelo que eu faço ao empresariado de Brasília. Apoiar o cinema brasiliense. Não só esse filme meu “As Vidas de Maria” como outros filmes que estão sendo feitos aqui em Brasília.”

“É a minha primeira experiência com cinema e está sendo extremamente gratificante. Se toda primeira vez fosse assim seria ótimo.”

“De 116 longa metragens que foram realizados no Brasil de 1996 a 1999, apenas 4 tinham protagonistas negros.”

“Eu acho que tem que ter uma política afirmativa em relação a isso. Eu acho que, inclusive juridicamente, deve ter uma política afirmativa com relação a isso. Eu sou a favor do sistema de cotas principalmente no que se refere a televisão porque é um produto mais imediato. Eu acho que, ou a televisão, o cinema e o teatro começam a entender que o Brasil é a segunda maior nação negra do mundo, e que por isso precisa refletir a sua população, ou as pessoas começam a não se interessar um pouco por isso. Então os temas começam a ser completamente diversos, mas as pessoas não se identificam com o que está acontecendo na televisão ou no cinema. Então eu acho que não tem mais para onde correr. Depois desses 100 anos de abolição eu acho que as pessoas começaram a se sentir mais negras, se sentir mais brasileiras e as pessoas começam a perceber que existe todo um imaginário, toda uma história, toda uma cultura que precisa emergir.”

“Brasília está construindo a própria história. E pena que lá fora a gente não tem muita notícia disso. Acho que está na hora de começar a ter.”

“O Brasil sem o cinema seria mais pobre. Então o cinema brasiliense vai enriquecer a cidade.”

Agosto de 2001