Basirah Cia de Dança contemporânea parte 1

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Basirah foi criada em 1997 por mim e pela Iara. A gente não tinha a intenção de criar uma companhia. Eu convidei alguns bailarinos que faziam parte de outros grupos de Brasília e a minha ideia era trocar ideias. Só que o trabalho foi rendendo tanto e as pessoas foram gostando tanto de estar participando desse encontro de vários dançarinos da cidade que acabou culminando no espetáculo “Monólogos de Dois”.

No Monólogos começa um start que é muito o grupo se colocando também. São discursos muito pessoais dos intérpretes.

E a partir do “Monólogos de Dois”, se tornou um grupo mesmo. Eu gosto muito de trabalhar com parceria. Estou sempre chamando coreógrafos novos para estar trabalhando com o Basirah. E aí surgiu o “Profundo Dia Azul”.

A dança contemporânea é basicamente o seu corpo contemporâneo falando. E as outras técnicas que a gente usa, ballet clássico, contato e improvisação, tudo isso se une para formar uma linguagem. É uma linguagem que aborda muita coisa. Muitas vezes você vê teatro no meio, coisas que enriquecem. Não é uma forma rígida. Por exemplo, ballet clássico sim, é tradição.

O contemporâneo ele contempla não quebrar necessariamente com a linguagem, mas se aproveitar de todas elas para criar um discurso desse homem contemporâneo.

Veio a ideia de falar sobre fanatismo, que é uma coisa que eu já tinha muita vontade de falar há um tempo. E surgiu “O Homem na Parede” em 1999. Foi um boom o espetáculo porque é bastante impactante. Até o que trouxe “O Homem na Parede” para a gente foi uma fotografia de um cara de frente para Meca, encostado na pedra. E para a gente foi o símbolo daquele fanatismo todo.”

Junho de 2004