Belline e a Esfinge, um filme com Malu Mader e Fábio Assunção. Roteiro de Toni Bellotto

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Memórias do Brasil

Descrição:

Malu Mader:
Num filme de suspense, é bom não contar muito né. É um perigo começar a se empolgar aqui e contar um pouco a mais.
É um filme em que o Fabio Assunção faz o detetive Remo Bellini.

Tony Bellotto :
Ele é contratado por um médico. Um médico rico e famoso de São Paulo. Que chega lá no escritório do detetive, dizendo que ele tem um relacionamento com uma garota de programa ali das boates do centro de São Paulo. E que essa garota sumiu.

Malu Mader
E o Bellini começa a entrar por todas aquelas boates, show erótico, que tem em São Paulo. Ali na rua Augusta, Nestor Pestana. E entra nesse mundo das drogas, do crime, da prostituição. E a gente tentou retratar isso de uma maneira bem fiel.
De alguma forma eu me inspirei muito no livro, naquelas meninas que estavam ali que eu conhecia, as garotas de programa e tal. Teve pesquisa, laboratório e tal mas… também dei vazão um pouco à minha fantasia assim…

Tony Bellotto:
O filme privilegia muito o suspense, a história principal ali do crime. Então é um filme com bastante eletricidade, um filme que pega mesmo as pessoas.

Malu Mader:
E particularmente assim eu vou muito contra essa coisa que está meio… essa balela assim de que: “Ah, cinema policial não dá certo no Brasil.”. A gente não pode levantar ainda nenhum tipo de estatística com relação ao cinema nacional porque infelizmente a gente não tem produção suficiente pra poder classificar o que dá certo e o que não dá. Infelizmente a gente não tem. A gente só poderá ter esse tipo de julgamento quando a gente tiver uma indústria e pra ter essa indústria, o público brasileiro, e agora eu digo olhando pra câmera, tem que acreditar, tem que comparecer aos cinemas pra poder perceber o quanto nós já chegamos lá, assim…

Basta apenas o público brasileiro confiar de novo, comparecer aos cinemas, não só no Bellini. Um país sem cinema é como uma casa sem espelho. E é. A gente tem uma dificuldade muito grande de se encarar. A gente tem que reverter essa situação, a gente tem que se encarar pra poder dar um passo adiante. Criar um público cativo ali pro cinema nacional porque só assim os investidores vão querer continuar investindo e a gente vai poder produzir novos filmes e bons, e ruins e médios.

Num filme de suspense, é bom não contar muito né. É um perigo começar a se empolgar aqui e contar um pouco a mais.”

Abril de 2002