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Bibi Ferreira e a estréia no teatro com 24 dias de vida

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Sou disciplinada, trabalhadora, gosto daquilo que eu faço. Sou amiga dos meus amigos. Sou apenas uma profissional de teatro acho que isso é o mais importante de tudo.

Eu tinha 24 dias quando me colocaram no palco pela primeira vez que faltou uma boneca que deveria entrar em cena nos braços da minha madrinha, Dna. Abigail Maia que era a primeira atriz da companhia e a boneca desapareceu dos bastidores do teatro, então disseram: olha aqui a filha do Procópio. A filhinha do Procópio nasceu outro dia quem sabe ela não está ai no camarim. Foram e eu estava nos braços de minha mãe, ai passei dos braços da minha mãe para os braços da minha madrinha. Entrei em cena com 24 dias no teatro João Caetano no Rio de Janeiro que naquela época se chamava São Pedro.

A uns 3 anos de idade, eu estreei na Companhia de Revista Velasco. Uma companhia de revista espanhola que viajou a América Latina inteira com a minha mãe que era corista.

O teatro é feito por todos nós ao mesmo tempo. O teatro é feito por aqueles que todos os dias estão pisando num teatro seja aqui em Brasília, seja em São Paulo, seja em Teresina. Então todos nós contribuímos para o teatro que é faze-lo. Isso é contribuir para o teatro. O que eu acho que o teatro deve ser é um grande momento de distração, por que razão? Muitas e muitas profissões são profissões que lidam com coisas tristes… médico, advogado, profissões às vezes com problemas insolúveis, terríveis. Quando eles vão ao teatro e podem sentar numa poltrona, eu não digo gargalhar, eu digo distrair, receber um momento de beleza. Eu acho que isso deve fazer muito bem para uma pessoa que trabalha com tanta responsabilidade. É uma profissão como outra qualquer. Eu sou atriz e preciso de um palco.”

Novembro de 2003