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Biblioteca Braille Dorina Nowill em Taguatinga-DF parte 2

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Memórias do Brasil

Descrição:

Quando a pessoa se torna um deficiente, principalmente cego, ele fica muito depressivo. Parecia que não havia mais perspectiva de vida nenhuma, de nada. Então me entreguei mesmo para ficar ali naquela coisa ali, sem fazer nada. Aí foi onde eu descobri a biblioteca.

Trabalhando em Samambaia com incentivo a leitura junto as escolas conheci o trabalho da Dinorá, que também realiza um trabalho junto as escolas que é o Brincando de Biblioteca. Então eu vim até aqui desenvolver o trabalho que eu já desenvolvo na biblioteca braille junto aos adultos. Eu acredito que eles tem uma sensibilidade para leitura sim. Não posso dizer que é “mais do que”, mas a sensibilidade deles é visível.

Essas pessoas fazem de tudo para expandir o que elas tem, o pouquinho que elas tem. Então isso já é uma grande experiência, já é um grande incentivo para que a gente saia daqui e olhe ao redor com outro pensamento, com vontade de mudar, com vontade de chegar em casa, com vontade de ligar para os amigos e falar “olha, vamos ajudar os outros porque isso é bom demais, isso faz a gente crescer, isso faz a gente encarar a vida com uma alegria maior, que eu acredito que é a alegria que todo mundo deve sentir”.

Aqui eu aprendi o braille, aqui a gente socializou, aqui a gente tem uma ajuda para os estudos e em todo sentido da vida. Ajudamos os nossos amigos que tem o mesmo problema que a gente.

O mais interessante é o diálogo que a gente vai desenvolvendo. Vira até uma terapia. Apesar de não poder enxergar é possível viver completamente cheio de cultura, cheio de amor e de vontade de viver. Isso é muito importante. Saio daqui toda vez revigorada e com mais vontade de voltar.

Ser voluntário tem muito a acrescentar à minha existência, às minhas ideologias. Tem muito a acrescentar à pessoa humana que eu sou.

Fevereiro de 2011