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Brasília Fest Rock 2000 com os Titãs

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Memórias do Brasil

Descrição:

Nando Reis, Titãs: Brasília é uma cidade com espírito bem roqueiro. Muitas bandas, seus membros nasceram ou viveram aqui. Acho que o público tem uma identificação com esse tipo de banda. A gente esteve aqui semana passada e voltar tão rápido pra cá… Fazia tempo que a gente não voltava. É legal tocar em Brasília, muito legal.
Eu sou amigo de um cara de uma grande banda que é daqui, o Maskavo Roots, que infelizmente não teve a trajetória que merecia. Eu acho que Brasília é um lugar muito fértil para bandas novas. Quantas bandas não nasceram em Brasília? Perto da população que tem, eu acho que é um ambiente propício.

Entrevista cedida a Lula – Clip 105

Você acha que o pessoal que está voltando agora, Plebe, Ira, ainda tem muito o que mostrar para o pessoal?

Branco Melo, Titãs: Eu acho legal. Eu acho o fato das bandas da nossa geração estarem de novo com possibilidade de mostrar o trabalho, eu acho legal. Eu prefiro ouvir as bandas novas. Eu acho que o trabalho das bandas dos anos 90 e agora dos anos 2000 estão conseguindo fazer uma coisa até mais interessante do que a nossa geração conseguiu.

Los Hermanos e Raimundos foram muito criticados porque mudaram um pouco para o pop. Vocês têm esse problema? O público cobra aquele Titãs mais heavy, mais pesado?

Branco: Graças a Deus nós conseguimos conquistar um espaço. Realmente conquistar o respeito e fazer o que a gente realmente tem vontade. A gente já fez as coisas mais radicais, já fizemos discos acústicos, já fizemos disco de rock pesado. Eu acho que não se deve criticar uma banda pelo caminho que ela escolhe. É um caminho tão difícil e o fato de a banda estar junta já é o melhor de tudo. A banda tem uma dinâmica. A carreira do artista tem mudanças que nem sempre são regidas, como as pessoas acham sempre, pela necessidade de sucesso comercial. Às vezes a banda fica a fim de fazer uma coisa mais leve ou mais pop e isso tem que ser respeitado.

Nando Reis: Hoje mesmo eu estava ouvindo no carro “Jesus não tem dentes no país dos banguelas”, que é o nosso 4º disco. É excelente. Eu acho a nossa trajetória muito peculiar, muito única. Eu acho que os Titãs mesmo pelas suas características, é uma banda que começou com um nome, depois ficaram 8, 5 cantores, agora são 4, um monte de gente, não há uma liderança. Eu acho que isso faz com que a gente tenha uma banda volúvel. Eu acho que a gente sempre foi assim desde o 1º disco. Então, eu não entendo as pessoas que criticam, acham que a gente é oportunista. Isso enche o saco. É imprevisível o que os Titãs farão no ano que vem, no próximo disco. Essa é a graça. A gente está aqui para surpreender e não para corresponder às expectativas. Pelo menos é assim que eu penso que é a função de um artista.”

Maio de 2000