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Brasília Fest Rock 2000 com Plebe Rude

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Memórias do Brasil

Descrição:

Philipe Seabra: Eu acho que a importância da Plebe era a temática, era a seriedade. A Plebe nunca baixou a cabeça para o mercado. E a banda se auto implodiu talvez por causa disso. Não tinha grana, não tinha fama, só tinha você. Sem querer usar um jargão meio bobão da Plebe, mas era uma banda voltada para os fãs. Tanto que a gente tentou fazer um disco meio autoral para os fãs, o terceiro disco, que não foi compreendido.

Mas, tanto faz, porque legado ninguém me tira. Credibilidade não tem preço. Tenho muito orgulho. Até posso soar um pouco arrogante as vezes mas tenho muito orgulho de fazer parte disso.

A gente pode mudar as coisas. Eu acredito que a imbecilização que você vê hoje rolando, Planeta Xuxa, todas essas palhaçadas e esses grupos tocando música comercial… eu acho que é tão danoso a longo prazo. Ninguém está mudando o mundo não mas eu acho que uma garotada que está crescendo ouvindo Proteção, Até Quando, até músicas da Legião, músicas mais fortes do Capital foi uma galera decisiva na derrubada de algumas pessoas desses governos passados. Ninguém está falando em revolução, mas eu acredito na força da mídia quando é bem usada. Você tem que ter uma certa responsabilidade quando você faz isso. E eu durmo muito bem à noite, tranquilo, sabendo que estou cumprindo meu papel de cidadão e de plebeu puto com as coisas. E, mesmo depois de 10, 12 anos… se letra de “Até Quando Esperar” ainda está atual, tem alguma coisa errada.

A gente acabou de lançar oficialmente em São Paulo o novo CD da Plebe “Enquanto a Trégua Não Vem”. A gente vai sair em excursão nacional.

Brasília é família. Por incrível que pareça eu vou no Gates de vez em quando.”

Maio de 2000