Carandiru, um filme de Hector Babenco com Rodrigo Santoro e Caio Blat

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Memórias do Brasil

Descrição:

Hector Babenco
Foi um trabalho longo e demorado. Foram praticamente 2 anos de trabalho.

Rodrigo Santoro
E ali dentro existe um código. As pessoas vivem sobre um código. As pessoas vivem ali dentro… tem muito respeito e na verdade as pessoas se relacionam e tentam sobreviver. É um sistema de confinamento. É difícil dizer quem é o mais malvado, quem é o homem, quem é mulher. É uma grande mistura e as pessoas são colocadas ali e tem que se relacionar.

Caio Blat
O meu personagem é o Deusdete. Ele é um garoto que mora na periferia de São Paulo. E ele luta para não se envolver com a crise apesar de que ,ali onde ele mora, ser muito convidativo, ser muito próximo. Ele tem um irmão de criação que é um traficante. Acaba se envolvendo com o crime. Acaba indo parar no Carandiru e reencontra com o seu irmão lá dentro.

Rodrigo Santoro
Cada um focaliza a sua atenção numa coisa. Um se droga, o outro é da igreja evangélica, enfim o outro faz avião, traz uma coisa daqui outra pra ali, o outro pensa no futebol o dia inteiro. O meu personagem eu acho que é alguém que se apoia no amor, o amor é uma espécie de alicerce pra sobrevivência ali dentro. O que sobreviver tem que ficar ali dentro, então o quê que a gente vai fazer aqui dentro, como é que a gente vai sobreviver, cada um arruma um jeito, cada um arruma uma saída.

Caio Blat
Acho que todo o crime que está mostrado ali no Carandiru e que é só desse personagem é uma resposta ao primeiro crime que é a marginalização, a exclusão, a indiferença. Então eu acho que o filme serve pra gente se repensar também.

Rodrigo Santoro
Convidamos a você que está assistindo, todos vocês a virem prestigiar o cinema brasileiro e, por favor, assistir essa história que precisava ser contada, foi contada e agora falta vocês irem até o cinema pra poder assistir.”

Abril de 2003