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‘Casa de Farinha’ música da cultura tradicional brasileira parte 2

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Memórias do Brasil

Descrição:

A formação inicial eram 4 meninas. Eu, a Débora, a Andréa e a Simone, que logo depois saiu pra entrar a Cláudia. Foi quando a gente resolveu mudar tudo e trabalhar da forma que tá agora.

Eu vim da Escola de Música da minha cidade. A Cláudia é estudante da Escola de Música, o Lupa já fez percussão erudita e é professor de música, o André é formado em jazz nos Estados Unidos e a Marta e a Débora são bem autodidatas e utilizavam a música inicialmente pro seu trabalho teatral. E acabou que a música tomou um tamanho ainda maior no trabalho delas.

São dois bateristas porque a gente sempre tenta trabalhar com melodias diferentes dentro do ritmo. A gente faz uma célula rítmica e o Lupa complementa. De vez em quando ele faz um ritmo e eu complemento. A gente está tentando dialogar dentro do ritmo.

É uma busca pelos timbres. Então a gente explora vários timbres. A pele sintética tem uma sonoridade específica, a pele de couro já é bem diferente. E a gente usa também lata, ferros, pra buscar a maior quantidade de timbres distintos.

Esses 5 anos, quase 6 de trabalho, o Casa de Farinha vem acumulando várias coisas legais. Fomos tocar na ‘Fête de la Musique’, em Paris, fizemos 5 shows no Uruguai, ganhamos um dos prêmios mais importantes do Brasil como melhor grupo regional e agora a gente tá lançando o nosso DVD. Então, nesse caminho eu acho que a gente só tem vitórias, muitas coisas legais pra uma banda independente. O caminho independente que a gente começa a trilhar é uma nova estrada pra música de Brasília.

Na verdade o maior bem de um país, o maior bem de uma nação é sua cultura. Então a partir do momento que você assume sua cultura você termina virando um patrimônio. E com muito gosto.

Abril de 2006