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Cenas Insanas, uma subversão de conceitos baseado em Antonin Artaud

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Memórias do Brasil

Descrição:

“A gente pegou dois poemas. Millor Fernandes e Mário Quintana. Os dois funcionam como parábolas, então a gente brinca muito com essa questão da sátira e da ironia que existe no louco, que é uma maneira dele contestar.

Tem uma cena que tem um cunho mais religioso e apocalíptico. Uma subversão de conceitos, uma brincadeira de gestos, uma brincadeira de palavras. Ela tem algumas críticas bem sutis a alguns aspectos da sociedade.

A pesquisa incluiu visita a centros clínicos e palestras com psicólogos de várias áreas. E aí a gente leu muita coisa sobre loucura, pegou algumas referências bibliográficas, um levantamento. Ficamos dois anos experimentando jogos cênicos. A gente não aborda a patologia em si na peça, mas ela serviu muito bem como um guia para cada um construir seu personagem.

A gente não está aqui querendo mostrar o drama. E a gente pegou também um pouco de personalidades que também tem um pouco de loucura na vida, como Antonin Artaud, que era um dramaturgo francês que sempre falaram que ele era louco, que ele era um doido varrido, que ele sofria com o sistema manicomial. Então a gente aproveitou a vida dele, a gente pegou uma cena que é um poema, que é a última cena, e nessa cena ele mostra toda a subversão do mundo através do poema que ele fez. Até porque vários desses gênios da nossa literatura, do teatro, passaram por isso. Fernando Pessoa, Corpo Santo, o próprio Antonin Artaud.”

Julho de 2004