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‘Cidade Negra’ e a espiritualidade do álbum “Perto de Deus” de 2004

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Estamos aqui com o Cidade Negra. 10 anos de carreira, 8º álbum sendo lançado: “Perto de Deus”, bem reggaeiro, com muita luz espiritual. É mais ou menos isso?

Toni Garrido: Que bom que essa é sua impressão. É mais ou menos isso. Talvez outras pessoas ouçam simplemente como apenas um disco. A feitura dele, pra gente, envolveu sim… talvez tenha sido o período que a gente, sem querer, sem direcionar, tenha ficado mais de frente com a nossa religiosidade… espiritualidade. Nossa relação com Deus nesse disco é uma coisa que tá realmente muito gritante mas não foi pensado. A gente viu o montante final e o que a gente tinha feito. A gente viu que tinha pelo menos 5, 6 músicas que faziam alusão direta ao espírito, daí o nome “Perto de Deus”. Que bom que você também sentiu a vibe.

Eduardo: É sempre muito bom você estar criando a sua própria música. Agora, com essa pegada espiritual de luz, de sol, muitas músicas citando o sol, quer dizer, fica mais gostosa ainda, né?

Da Gama: Com certeza. Fica muito mais poético, a gente fica muito mais próximo dessa riqueza, a criação. Então, você ter essa relação direta com essas informações, com essas temáticas, isso tende a nos fortalecer. Foi uma coincidência realmente muito forte. Tanto que foi um disco que o ‘Cidade’ trabalhou de uma forma diferente. A gente se encontrou muito pouco. O Toni chegou com algumas músicas 100% prontas ou 80% prontas, eu, todo mundo com a sua obra. A gente apresentou pra cada um. As que estavam inacabadas fomos somando com ideias e por coincidência foi uma unanimidade esse encontro desse lado mais espiritual desse disco.

Eduardo: Outro aspecto interesante realmente é sempre o grupo unido. São vocês como músicos que se entendem e que falam a mesma linguagem.

Toni: Basicamente o que se espera, é que com o passar dos anos as coisas melhorem. As relações podem ser sempre melhores a partir da convivência. A gente tem uma coisa muito legal. Somos uma banda de homens, são 4 homens e a gente viaja em 16, 17, 18 pessoas. É claro que tem o nível de testosterona real pro número de pessoas que tem. E essa testosterona na realidade tem feito a gente aprender muito com o tempo, porque é a coisa do espaço, do respeito, da conjunção e da comunhão, já que a gente tem um labor, um ofício.

Dezembro de 2004