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Clarice Lispector e o ‘decifrar’ do ser humano, de nós mesmos

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Memórias do Brasil

Descrição:

Clarice Lispector é uma escritora brasileira, embora tenha nascido na Ucrânia em 1920. Ela veio com 2 anos para o Brasil direto para Alagoas. Depois ela foi para Recife e depois para o Rio de Janeiro. Casou-se com um diplomata, morou nos Estados Unidos, na Suiça, na Itália.

Ela diz em um dos trechos da sua biografia que ela gostava de manejar a língua portuguesa como se tivesse montada em um cavalo. Às vezes apertando a rédea, soltando, galopando, com muito movimento, às vezes mais devagar, a ponto de dominá-la.

Escreveu vários livros, muitos dos quais estão retratados na nossa exposição. Sempre uma literatura que busca decifrar o ser humano. Todas as nossas nuances, contradições. Daí o seu reconhecimento. Às vezes ela é considerada uma autora um pouco difícil por isso, porque na verdade sua obra nos revela a nós mesmos. Ao lermos uma obra de Clarice Lispector o que nós estamos fazendo é revelando o que há de humano em nós mesmos.

Nessa exposição trazemos muito do acervo da Clarice Lispector que pertence ao Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Arquivo Nacional e logicamente, do acervo da família. Vários documentos para que a gente possa ficar um pouco mais familiarizado com esse universo da escritora.

O design é da Daniela Thomas e do Felipe Tassara. O que eles querem é fazer com que a gente consiga penetrar um pouco nesse universo de palavras, de frases que às vezes a gente lê e se volta para dentro de si mesmo e fica perguntando “meu Deus, será que é isso, como isso se reflete dentro de mim”.

A gente tem muitas fotografias. É como se a gente tivesse entrando na cabeça da escritora. Aí vão surgindo frases que estão escritas aqui, ali, que podem ser pressentidas aqui e acolá. Tem um outro ambiente que a gente vê um quarto com uma cama velha, que é justamente o ambiente onde se desenvolveu uma de suas histórias, A Paixão Segundo G.H., que é num quarto de uma empregada doméstica. Acho que a proposta justamente é essa, a gente não ir para uma aula de literatura, não vamos estudar textos.

Um dos ambientes é uma sala cheia de gavetas como se quisesse dizer para a gente despertar, abrir umas gavetas da memória da escritora, mas de alguma maneira também revelando o quanto é importante para a gente valorizar esses momentos da nossa história.

Tem um outro ambiente que reproduz um vídeo. Foi uma entrevista feita em 1977, em fevereiro, no mesmo ano em que ela morreu.

Não só para escolas, mas o visitante que chega pode pedir a orientação, visita mediada pelos instrutores que são especialmente treinados para isso e que vão fazer com que a visita seja bem mais prazerosa. Convido a todos que possam aproveitar a exposição. O carnaval seria uma ótima opção para poder travar o conhecimento com esse universo psicológico e criativo da nossa grande escritora Clarice Lispector.

“Ver é a pura loucura do corpo.”