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Clube do Choro de Brasília e sua história

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Brasília passou a ser a capital do choro. E esse movimento todo começa nos anos 60 ainda, com a transferência da capital para cá. Veio muito funcionário público seduzido por emprego, por moradia. Saíram do Rio e vieram para cá. E aí está a semente do choro. Eles começaram esse movimento, mas de uma maneira muito informal e sem nenhuma pretensão de fazer uma casa de espetáculos, nada disso.

Somente a partir de 1993 eu resolvi me candidatar à presidência do clube, me elegi e passei a dar então um sentido mais profissional. Em 1997, na estreia do Clube do Choro, Pixinguinha faria 100 anos. Então fizemos o centenário dele. Em 1998 seria 80 anos de Jacó do Bandolim. Fizemos homenagem ao Jacó. Em 1999 o choro brasileirinho completava 50 anos, então fizemos tributo a Waldir Azevedo. No ano 2000 foi o ano das mulheres. Chiquinha Gonzaga. Tinha um subtítulo super interessante: ninguém resiste ao choro de mulher.

E assim por diante, fizemos Ary Barroso, etc. E esse ano resolvemos prestar homenagem a esse grande brasileiro, Heitor Villa Lobos. E essa ideia de fazer Villa Lobos decorreu do seguinte. Eu vi o documentário Nelson Freire de João Moreira Salles e fiquei impactado com o documentário. Eu me perguntei, mas eu trabalho com música há tanto tempo e não sabia que o Nelson Freire é o verdadeiro rei na Europa.

Heitor Villa Lobos é a mesma coisa. Ele é muito mais cultuado no exterior que no Brasil. Tem obras editadas no exterior. Será que seria muita audácia do Clube do Choro fazer uma homenagem a esse brasileiro extraordinário? Talvez o maior legado tenha sido fazer uma aproximação muito tranquila, natural, entre o clássico e o popular. Afinal de contas, o Villa Lobos popularizou o clássico e deu conteúdo ao popular.

Aqui no Brasil, só se conhece do Villa Lobos o “Trenzinho do Caipira”, “Melodia Sentimental”, “Bachiana número 5” e pronto. Nada mais. E ele é autor de 14 choros, para te responder. Ele fez choros em homenagem a Ernesto Nazaré e recebeu choros do Ernesto Nazaré em homenagem a ele.”

Julho de 2005