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Crítica sobre o cinema nacional com o jornalista Cláudio Ferreira

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu acho que esse é um bom momento para as pessoas irem ao cinema para ver filmes brasileiros. Durante muito tempo, os espectadores tinham preconceito contra o cinema nacional. Porque achavam que o cinema nacional não tinha o som adequado, não tinha iluminação, não tinha história que prestasse. Eu acho assim, que de uns anos pra cá, você tem filmes de boa qualidade. De dois anos pra cá, você tem muitas produções legais. “Carandiru”. Um filme que todo mundo falou, todo mundo esperou e que, sei lá, tem 4 milhões de espectadores.

“Cidade de Deus”, que anda gerando frutos até na televisão. Quer dizer, pela primeira vez, a partir de um filme, você faz séries para a televisão.

E não só drama, não só aqueles filmes que mostram a realidade brasileira, como esses dois, “Carandiru” e “Cidade de Deus”, mas também filmes de comédias. Agora, por exemplo, está passando “Lisbela e o Prisioneiro”. Uma comédia muito legal que aborda o universo nordestino. Fala de amor de um jeito também peculiar da região nordestina.

Os diretores brasileiros estão fazendo co-produções com estúdios estrangeiros. Aí você tem mais dinheiro e aí você tem mais possibilidade de usar melhor a tecnologia. Então não é mais aquele cinema marginal. Aquele cinema que era feito com pouco dinheiro, que era feito com recursos escassos.

É uma oportunidade das pessoas deixarem o preconceito de lado e irem ver os atores que elas conhecem da televisão, elas conhecem do teatro, irem ver no cinema.

Eu acho que as pessoas têm que prestigiar. O cinema nacional depende do público, porque o patrocinador só vai patrocinar se ele ver que tem muito público indo pro cinema. Então as pessoas têm um papel fundamental de encorajar as empresas a valorizarem mais o produto nacional e investirem mais. E aí você vai ter sempre filmes de boa qualidade pra assistir.”

Outubro de 2003