Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Davi Moraes e Luca Santtana, do eletrônico ao cavaquinho

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

Lucas Santtana: A gente tem muita influência do reggae jamaicano, tem um lance dos Novos Baianos, dessa pegada de violão, de swing. Tem a mão direita do Jorge Ben para caramba. Toda a história dos blocos afro em Salvador, coisas de black music dos Estados Unidos. Tudo isso a gente bebeu da mesma fonte. Quando a gente montou o show foi fácil, primeiro porque a gente já toca há um tempão. Depois, a gente tem muitas referências parecidas.

Essas músicas que a gente toca hoje e mais algumas outras foi num período de um mês. A gente toda tarde ia para a casa do Davi, para o estúdio dele e a gente ficava a tarde inteira tocando e aí saíram várias músicas. Foi uma fornada só.

A gente é de uma geração que tem muito recurso. É tipo brinquedo. Então é divertido fazer música com isso.

Davi Moraes: É como se para a gente não fosse só mais aquela coisa da guitarra, baixo, bateria e teclado. Esses também são instrumentos que fazem parte do show tanto quanto uma guitarra.

Essa é textura que a gente gosta no som, de misturar o eletrônico com o cavaquinho, com delay.

Lucas Santtana: Tem essa coisa viva de os instrumentos passarem pela mesa do David, ele ir botando efeito. Então cada dia do show é diferente, nunca é igual. Isso é ótimo, você fazer um show que todo dia pintam sons diferentes. Você mesmo se emociona com aquilo.

A gente também é de uma geração que já foi no cinema e tinha 5.1, tem surround. Então no nosso dia a dia essa coisa de som já ficou mais aprimorada. Para a gente é o reflexo disso, a gente ter essa busca por som, esses sons que rodam.”

Abril de 2005