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Desenvolvimento humano na educação especial pública do DF

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Nós vamos conversar agora com a Sidneia Veloso. Ela está feliz da vida já há 17 anos aqui no Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga à frente de um projeto bem bacana. Tem toda uma equipe aqui, o pessoal envolvido, a comunidade, professores, alunos, promovendo cultura, cidadania, fazendo com que as pessoas se sintam cada vez mais atendidas com felicidade, amor. É muita atividade, né?

Com certeza. A escola trabalha com vários projetos. Nessa feira, em especial, nós trabalhamos com pintura, argila, dança, livros confeccionados pelos alunos. Baseado do que foi pesquisado trabalhou-se com os alunos dentro dos aspectos da flora e da fauna. O principal resultado é a interação, a alegria das pessoas por estarem fazendo esse projeto. A gente vê a alegria no rosto das crianças, no rosto dos professores.

O desenvolvimento humano é muito grande. Os nossos alunos conseguem ter uma perspicácia muito maior do que nós podemos imaginar. Com habilidades mínimas que na maioria das vezes não são percebidas pelos ditos normais. Muitas vezes um caminhar para uma criança normal é muito tranquilo, é um processo muito rápido. Pros nossos alunos cada conquista, cada etapa é muito grande. E isso valoriza o nosso trabalho. A gente vê o desenvolvimento deles. Isso que nos satisfaz, que nos traz alegria.
Nossos alunos, apesar das suas limitações, também tem muita coisa a oferecer pra gente. A gente aprende muito com eles e eles aprendem muito conosco. Mas nós com certeza aprendemos muito mais com eles.

Eles tem um mundo social muito restrito devido a deficiência que eles tem, o comprometimento que eles tem. E quando a gente faz um tipo de evento desse na escola e a própria escola em si, no seu dia a dia, proporciona pra esses alunos esse tipo de convivência social.

Muitas vezes as pessoas olham pra gente e falam “nossa, que trabalho difícil”, mas não é um trabalho difícil. É um trabalho que nos traz muita alegria.

É muito gratificante trabalhar com ensino especial.

A maior alegria, o maior retorno que a gente tem com esse trabalho é ver no dia a dia a realização pessoal, a felicidade, a alegria, o brilho no olhar dessa criança quando ele tem oportunidades, quando ele tem alegria, quando ele se sente útil, quando ele é valorizado.

Dezembro de 2010