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Documentário nacional, um painel crítico de julho de 2001

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Memórias do Brasil

Descrição:

José Carlos Avellar, crítico de cinema: eu tenho a impressão que as pessoas hoje se acostumaram muito a ver cinema sem fazer o que nós fazemos naturalmente que é conversar sobre os filmes que vimos. Então, há a possibilidade de você poder complementar o prazer da exibição com o segundo prazer que é pensar o que você viu. Discutir e ver: por que eu gostei? Por que eu não gostei? É alguma coisa enriquecedora em duplo sentido. Enriquecedora para eles que fazem filmes e enriquecedora para o próprio espectador. Na medida em que o aprendizado, o enriquecimento que você teve ali naquele contato faz com que você tenha uma compreensão mais ampla e generosa do cinema de um modo geral. E acaba devolvendo para o realizador algumas observações críticas que enriquece também o trabalho da gente.

Vladimir Carvalho, cineasta documentarista: essa é uma oportunidade rara, eu acho maravilhoso o que está acontecendo. E que também chega em boa hora em vista do acesso, da presença maciça hoje do interesse pelo documentário. Você não acha?

José Carlos Avellar: sem dúvida. Eu acho que é uma das coisas, pra mim, surpreendentemente agradável o fato de você ver ressurgir no Brasil um interesse pelo cinema documentário. Nesse momento a gente discutir documentário aqui, é discutir o cinema de um modo geral.

Maurice Capovilla, cineasta: é uma mostra quase completa do cinema, do documentário brasileiro. Quer dizer, falta muito pouca coisa. Então, eu acho que Brasília vai ter uma visão representativa, né. Do cinema documentário desses anos 60 até hoje.”

Julho de 2001