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Dominguinhos e a informação que falta para as novas gerações

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Quando eu conheci Luiz Gonzaga, eu não sabia nem quem era. Eu tinha 8 anos. Moraes tinha 2 anos há mais do que eu e nós tomamos o conhecimento em 1954. Eu estava com aproximadamente 14 anos e nós fomos ao Rio de Janeiro a procura dele. Ele nos deu uma sanfona que a gente não tinha. Desse momento em diante foi a grande oportunidade que eu tive na minha vida até agora.

Eu parti também pra noite. Eu acho que ai esta também o segredo porque eu peguei uma época muito rica de transformação da música brasileira, da bossa nova. Enquanto eu toquei no Rio de janeiro à noite, eu tive muita informação. A informação que eu tive é justamente o que a garotada não está tendo agora… vendo os grandes músicos como João Donato que tocava acordeom, Wagner Tiso que tocava acordeom.

Todos tocavam bem e todos tocavam juntos, então é uma informação enorme que essa juventude não está tendo. Tocar chorinho, tocar bossa nova.

Essa dica aí de Falamansa e de outros meninos que estão tocando como arrasta pé, peixe elétrico, forró sacana tem um monte deles maravilhoso assim que estão fazendo o trivial que nós do Nordeste deixamos de fazer que é o trio. O zabumba, o triângulo, a sanfona, mas é o pé de serra mesmo de Luiz Gonzaga, não inventaram nada.

Tem uma coisa que me dá muita alegria na vida que onde eu passo onde eu toco, onde eu encontro as pessoas tem sempre um sorriso muito franco comigo, um carinho muito especial em qualquer cantinho que eu vou. Então isso aí é que me dá prazer mesmo, de poder tocar, de conversar com as pessoas.

Me acho uma pessoa muito simples e lido com o povo mesmo que é simples e isso aí vai me ajudando a tocar sanfona porque a sanfona é um instrumento que se você não tiver tutano você larga cedo.”

Abril de 2002