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Ed Motta, sua paixão pelo vinil e preferências musicais

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Memórias do Brasil

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Ed Motta é um apaixonado por música desde muito cedo. Desde os 7 anos de idade mais ou menos que você já começou colecionando os seus discos. Você é daqueles que gosta de preservar, faz carinho, já jogou algum LP fora porque comprou um CD? Como é que é essa tua coleção?

Ed Motta, cantor e compositor: Pelo contrário. Eu troco CDs com pessoas que tem LPs importados. Eu só escuto CD quando eu tô viajando, quanto eu tô num automóvel. Eu não escuto CD em casa de forma alguma, eu só escuto vinil. Não é nostálgico ou algum tipo de ritual. Simplesmente porque o som do vinil é melhor. Ele tem um calor e o digital tem um som mais frio. Acho que a diferença entre o vinil e o CD é tipo uma lasanha feita pela vovó e uma lasanha congelada que você compra e bota no microondas.

Sempre fui um colecionista, desde criança, de várias coisas. Isso eu acabei colocando no meu programa de rádio. Chama-se “Empoeirado.” No meu site www.edmotta.com onde toda segunda-feira 22h eu renovo um arquivo de 5 músicas. Geralmente coisas que não existem em CD. Raridades, artistas também obscuros. E o meu programa é super variado. Reflete um pouco daquilo que eu escuto. De Charles Mingus, que é jazz, samba, música africana, toca música latina, música brasileira, toca rock dos anos 70. O que o “Empoeirado” busca é o contrário do óbvio, o contrário daquilo do mercado. O meu programa é anti-mercado total.

Eu gosto de vir pra cá por uma coisa. Eu sou fanático por arquitetura. E Brasília tem essa estética do Niemeyer. É um cara que tem uma certa influência da Op Art. Harry Bertoia, os designers e arquitetos do final dos anos 50 e início dos 60, que tem esse futurismo assim. O Niemeyer quebrou tudo aqui. Foi espetacular. Gênio absoluto.

Maio de 2001