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Edson Celulari e Cacá Carvalho encenam “Fim do jogo” de Samuel Beckett

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Memórias do Brasil

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Mariana Brasil: Edson Celulari e Cacá Carvalho estão hoje à noite em Brasília com a peça “Fim do Jogo”. Uma peça do Samuel Beckett escrita em 1956. Teve a necessidade de fazer algum tipo de adaptação para a realidade brasileira ou até mesmo para a realidade contemporânea? Ou não, encaixou perfeitamente nos padrões atuais?

Edson: É um clássico. Atravessa o tempo. Já tem quase 50 anos esse texto. Propício para os dias de hoje, contemporâneo demais. E aqui em Brasília, na nossa experiência já de 2 espetáculos, hoje é o último, sábado… Nós temos um personagem, que nós dois fazemos porque nós alternamos os papéis, que é cego. E ele tem o poder. O nosso poder está cego na peça. Então, serve também para leituras até políticas.

Cacá: Tem o seu lado bem trágico mas é bem cômico. Como é viver.

Edson: É um texto com 4 personagens. Riquíssimo, inteligente. Uma visão da condição humana que o Beckett escreveu em ’56 e muito atual até hoje. O texto mostra o ser humano. E o ser humano é risível. Se você olhar sobre certos pontos de vista, você se vê meio palhaço, você se vê meio engraçado.

Cacá: É verdade.

Edson: Então os personagens da peça, são isso. Eles estão ali confinados no mesmo espaço, fora dali já não tem mais nada, não tem passado, não tem futuro. Obrigados àquela convivência, ninguém consegue sair dali.

É na sala Martins Pena no Teatro Nacional. Hoje é o último dia. Sábado às 21 horas. Esperamos você.

Cacá: Eu acho que é um “pogramão”.

Abril de 2002