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Elba Ramalho e Zeca Baleiro dividem o palco da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional

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Memórias do Brasil

Descrição:

Elba Ramalho, cantora e compositora: Eu sempre fui nordestina e assumi essa nordestinidade mostrando ao Brasil a variedade de ritmos que o nordeste tem. As canções, o lado da dor, o lado da tristeza, o lado da alegria. E isso sempre caracterizou meu trabalho. Agora que eu acho que o trabalho nordestino, a música nordestina tomou uma dimensão maior no Brasil. Eu faço parte disso, eu sou herança de Gonzaga, de Jackson, sou nordestina acima de tudo.

Eduardo Chauvet: Falta um pouquinho mais de incentivo para que a gente possa resgatar e manter esse tipo de cultura Brasil afora, tanto na mídia como também na sociedade em si como um todo?

Elba: Falta mais democracia, falta acabar os preconceitos, as ‘mea culpa, máxima culpa’, os muros estão caindo gradativamente, o Brasil se unifica.

Eduardo: Um time de convidados especialíssimos aí, uma turma da pesada. Como é estar tocando com Zeca Baleiro?

Elba: Olha, eu sou fã do Zeca. Ele pra mim é um dos maiores compositores dessa geração apesar de já estar na estrada há muitos anos, mas só agora que ele realmente ganhou uma dimensão grande. Venha cá, Zeca, rapidinho. É uma honra tê-lo como convidado. A gente já se cruzou em algumas coisas. E música, na verdade, é uma coisa que transcende, é uma brincadeira. Cantar com ele é um exercício do amor, da amizade e da fraternidade.

Zeca Baleiro, cantor e compositor: É um prazer enorme. Como ela falou, é muito fácil. A gente quase não ensaia. Tem uma afinidade, tem um repertório comum. Aquela coisa de termos sido influenciados pelo Luiz Gonzaga, pela música nordestina, pelos grandes da música nordestina. E a Elba é a maior representante dessa coisa da musicalidade nordestina hoje no Brasil.

Cada coisa que se faz é uma luz que se lança. O povo brasileiro ainda é muito ignorante da grandiosidade cultural de seu país. Tenho um carinho muito grande pelo público daqui e sei que o público daqui tem um carinho muito grande pelo meu trabalho. Eu vim em fevereiro, fiz 2 dias aqui nessa mesma sala (Villa-Lobos) com o show ‘Líricas’ e foi impressionante, um público muito caloroso, muito amoroso. E estive em Taguatinga também naquele projeto, foi muito legal. A gente deve voltar até outubro, novembro… a gente deve estar de volta. Quero sentir esse calor outra vez.

Agosto de 2001