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Entre 8 paredes, peça sobre a solidão e o encarceramento urbano-tecnológico

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Memórias do Brasil

Descrição:

Wol Nunes: a Cibele é uma mulher que vive encarcerada dentro de casa há mais de 10 anos. O único contato que ela estabelece com o mundo exterior é através do telefone, fazendo teleterapia. Tem telepizza, teledrogaria, teleesoterismo, porque não uma teleterapia?

André Basit: Você pede licença ao público, convidando ele a rir para questionar um problema muito sério, que é comum das pessoas hoje. Essa coisa do encarceramento urbano, tecnológico. As pessoas não terem mais responsabilidade pela comunicação com o outro, porque aliás eu não o vejo, ele está do outro lado da linha, do outro lado do mundo

Maurício Witczak: É um espetáculo que toca as pessoas e diverte, talvez porque nós estejamos muito envolvidos. A gente se diverte muito fazendo. A nossa proposta é essa, que mesmo com uma temática tão complexa, a gente consiga desenvolver o humor.

Sílvia Cohen: Eu mesma me sinto muito só em Brasília. Embora eu tenha muitos amigos, eu me sinto só. A gente sente necessidade de amigos e de gente mesmo. De calor humano.

Patrícia Bezerra: Aqui em Brasília as pessoas têm uma dificuldade muito grande de fazer amizade, de se interagir. E o fato da solidão estar presente em cada um. Você pode ao mesmo tempo estar com muitas pessoas, mas ao mesmo tempo só.

Maurício Witczak: É gostoso demais você estar podendo lançar um texto seu e saber que ele está funcionando para as pessoas. Então é um grande desafio. Acho que nós corremos um risco, mas estamos vencendo barreiras. O risco de as pessoas não associarem o espetáculo a um texto de um grande dramaturgo da história do teatro, mas estamos aí, estamos lançando o nosso trabalho, trabalhando com muita vontade, com muito carinho para tentar levar o nosso teatro adiante. Nós somos profissionais, estamos ingressando no mercado com tudo. Então o ‘bsb.arte’ nada mais é que o sonho de profissionais da arte que querem levar adiante e tocar as pessoas através do nosso trabalho, do nosso teatro.”

Novembro de 1999