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Entrevista com Wanessa Camargo em 2004 com 3 anos de estrada – parte 2

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Você, tão jovem, sempre prezando muito pela sua liberdade de expressão, você não tem o que segurar, você fala o que você pensa e se impõe, né?

Wanessa Camargo: Meio rebelde, né? Minha mãe que diz que eu sou meio rebelde. Eu aprendi isso com meu pai, meu pai sempre foi uma pessoa que falou muito o que pensa, que sempre teve as opiniões formadas, é um cara que não terminou faculdade, um cara que não teve oportunidade de estudar, é um cara muito inteligente, que foi atrás da vida dele, que foi atrás dos sonhos dele. Então é um exemplo pra mim, sempre. E ele fala muito bem. Quem me dera um dia poder aprender tudo o que ele aprendeu na vida dele.

Eu acho que a vida é assim, a vida está aí pra gente aprender. Eu quero poder ter sempre essa oportunidade de falar o que eu penso. Acho que o artista tem que ser sempre aquilo que ele é, independente dele ter essa responsabilidade com o público ou não, que ele tem, acho que mesmo você tendo aquela preocupação “ah, meu público vai falar isso. O que eles vão pensar”. Não, eu acho que tem que ser você. Claro que eu tenho um público infantil, eu tenho que ter uma conduta responsável, mas também não ser prisioneira disso. Eu acho que o dia que eu me tornar prisioneira do que as pessoas querem que eu seja, eu não vou estar mais curtindo fazer.

Eduardo: O que você pensa quando você para em casa para ouvir sua própria música, sua voz, e você poder curtir o seu próprio DVD. Tá aqui o DVD que a produção trouxe pra gente.

Wanessa: Adoro. Direção da Marlene Mattos, direção musical Zezé di Camargo. E esse DVD tem a minha cara, tem mil momentos especiais, cantando Madonna, os sucessos também, músicas novas, tem a música de trabalho agora “Me engana que eu gosto”…

O CD também tá lindo. Mas eu sou muito crítica, pra mim é sempre “isso aqui podia estar melhor”. Mas no momento que eu estou, acho que o DVD veio pra fechar esse ciclo meu de 3 anos de carreira onde eu tive esse aprendizado todo e estar mostrando o que eu aprendi nesses 3 anos. Tive um amadurecimento vocal muito grande nesses 3 anos, amadurecimento como pessoa e como artista também. Eu fico muito feliz com o CD mas eu sempre tô procurando melhorar. Isso que é legal, você nunca estacionar. O artista não pode achar que ele fez sucesso e de repente, chega, fiz sucesso, não preciso fazer mais nada. Não é que nem médico, tem que sempre ler pra saber das coisas novas que tão acontecendo.

O artista também tem que procurar aprender. Quero aprender a compor mais, poder tocar milhões de instrumentos, poder aprender mil coisas, aprender a ir no estúdio, a mixar, aprender as técnicas e não só ficar de bonita e cantar bonitinho. Não, eu quero estar a par de tudo e aprender tudo.

Eduardo: Muito obrigado pela entrevista

Wanessa: Obrigada, um beijo pra todos vocês, fiquem com Deus, muito obrigada mais uma vez a Brasília que me deu esse carinho imenso e se Deus quiser a gente está aí logo de volta com show.

Agosto de 2004