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Escolástica, humor cearense

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Hello, meu nome é Escolástica, eu sou do Brasil, você gosta? Bonita garota. Eu sou formado em artes plásticas, já fui professor de desenho. Eu estou estilista. Há 10 anos que eu tive que parar por causa dos shows, então essa minha ligação com a arte facilitou esse trabalho do visual no todo. Eu não fui uma que pensei, que sonhei um dia ser ator. Eu fui uma pessoa que eu fui obrigada a pisar no placo.

Eu andava num local e quando eu me sentava pra contar alguma coisa, todo mundo parava a boate. Vinha pra ficar do meu lado, então o gerente disse que não aguentava mais aquilo. Que eu estava atrapalhando o movimento da casa. Eu tinha que definir o que eu queria, se era frequentar a casa como qualquer outra pessoa ou chamar a atenção das pessoas quando eu estivesse lá. Então, eu fui praticamente obrigada a subir no palco, Carlos você vai fazer um show. Eu não vou!

Eu me lembro como se fosse hoje a história do primeiro show porque é uma sátira do programa da Hebe Camargo. Veio um cara todo vestido de Hebe e eu era a convidada dela. Um amigo meu me arranjou uma peruca. O outro arranjou um vestido. Eu sei que no final das contas quando eu entrei no palco, eu não fiz nada. Eu só fiz aparecer e o pessoal se acabou de rir porque eu realmente fiquei feia demais.

É um espetáculo em que eu conto toda a saga da personagem desde a saída da sua cidade onde ela nasceu em Quixeramobim no centro do sertão do Ceará.

São quadros que eu crio em sequência de acordo com a oportunidade e como vai acontecendo no desenrolar do espetáculo. Eu conto piadas, eu imito, eu improviso de tudo. Eu faço um pouco… só não consigo ser bonita.
Se sabe que quando nasce uma mulher feia desde a hora de nascer. É um espetáculo à parte. Até a cegonha pede desculpa quando vai entregar pra mãe.

Hoje eu não tenho outro caminho a seguir a não ser enfrentar e acolher e receber todo esse carinho que o público começou a despertar pelo meu trabalho, pela minha figura, pela minha personagem… por tudo o que eu faço.”

Abril de 2003