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Esperando Godot de Samuel Beckett com direção de Hugo Rodas

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Essa peça foi escrita em 53, eu tinha 13 anos. Comecei a fazer teatro aos 19. Vi essa peça com 20 anos. Foi a peça pela qual eu decidi fazer teatro. Fiquei absolutamente apaixonado.

A história é a nossa história. É a história da espera. São dois personagens, são dois mendigos que estão esperando esse personagem que não chega nunca.

Eperando Godot trata da possibilidade de comunicação entre os indivíduos. Nessa montagem do Hugo, a gente trabalhou com 3 momentos específicos que são os 3 casais. Primeiro a gente tem um momento de massa onde todos eles estão juntos e de repente esses casais vão se individualizando. E cada casal vai mostrando um tipo diferente de espera. Porque “Esperando Godot” trata exatamente disso, de uma espera. Uma espera por algo.

Não só esperando alguém. Esperando que o país melhore, esperando que não haja impunidade, um novo amor. Esperando, esperando.

Na peça esse algo não acontece. O que é legal é que a gente trabalha com essa espera de uma forma lúdica, que tenha humor, que tenha reflexão, em que os personagens se olham e param para pensar. E esse momento de reflexão também é passado ao público. Esperando Godot trata da desconstrução da linguagem. A gente está trabalhando com o teatro do absurdo e no teatro do absurdo você não tem mais o roteiro linear.

Eu acho que foi a interpretação dos atores. Achei todos muito convincentes. Passou emoção, acho que isso que é importante. Arrepiou, emocionou, acho que é o que importa em uma peça.

Eles trabalham muito bem, são muito verdadeiros no palco.

Eu achei a montagem incrível. Parabéns ao Hugo, parabéns aos atores todos. Exemplar. Perfeito. Até agora estou esperando o Godot também.

Pare de fazer amor pela internet e venha fazer amor conosco que é bem melhor.”

Março de 2000